Promessa é dívida. Consegui a página da revista Wonderful que, em 1995, fez o perfil da família que espalhou mais de 500 placas dizendo “Conserta-se gaita” em Porto Alegre. Muito antes do marketing viral, os Ameijeiras descobriram um jeito baratésimo de divulgar seu ganha-pão.
A coisa funcionou tão bem que até hoje, apesar das placas terem sumido, ainda se fala no assunto. No Orkut, há uma comunidade onde os jovens batem boca e não conseguem chegar a uma conclusão – seria tráfico de drogas ou fachada de clínica de aborto? Como vocês podem ver, não era uma coisa, nem outra.
A coisa funcionou tão bem que até hoje, apesar das placas terem sumido, ainda se fala no assunto. No Orkut, há uma comunidade onde os jovens batem boca e não conseguem chegar a uma conclusão – seria tráfico de drogas ou fachada de clínica de aborto? Como vocês podem ver, não era uma coisa, nem outra.
Norberto, Eclemira e Cândido, que também era médico
Conheço o Paulo Pitanga, autor da foto. Além do Ricardo Baptista e da Claudia Tajes, que resolveram conferir o endereço de perto. Na virada dos anos 90, meus amigos bateram na casa da rua Tapuias com uma gaita de boca, mas não conseguiram dar jeito no mini-instrumento. Com sangue portenho nas veias, a família só arrumava acordeons.
Para quem quer saber por que o endereço não está no meu livro: liguei para o Norberto em 2006, no início das pesquisas, horas antes de voltar para São Paulo. Feliz da vida, o consertador combinou a entrevista para dois meses depois e contou que seus pais tinham falecido recentemente. Quando liguei de novo, atendeu um homem que se dizia chileno e que eu só sei que era mal educado - me mandou esquecer o assunto, quase desligou na minha cara. Com o Norberto, criador da propaganda eficientíssima, consegui falar um tempo depois. Ele desistiu do ofício. E negou qualquer contato.
Mas que consertava-se gaita, consertava-se.
Conheço o Paulo Pitanga, autor da foto. Além do Ricardo Baptista e da Claudia Tajes, que resolveram conferir o endereço de perto. Na virada dos anos 90, meus amigos bateram na casa da rua Tapuias com uma gaita de boca, mas não conseguiram dar jeito no mini-instrumento. Com sangue portenho nas veias, a família só arrumava acordeons.
Para quem quer saber por que o endereço não está no meu livro: liguei para o Norberto em 2006, no início das pesquisas, horas antes de voltar para São Paulo. Feliz da vida, o consertador combinou a entrevista para dois meses depois e contou que seus pais tinham falecido recentemente. Quando liguei de novo, atendeu um homem que se dizia chileno e que eu só sei que era mal educado - me mandou esquecer o assunto, quase desligou na minha cara. Com o Norberto, criador da propaganda eficientíssima, consegui falar um tempo depois. Ele desistiu do ofício. E negou qualquer contato.
Mas que consertava-se gaita, consertava-se.