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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Cursos de organização para homens, mulheres e crianças

Final de ano é sempre corrido. E nos primeiros dias de janeiro, a gente precisa se organizar. Por isso, claro, minha ausência tão longa, que promete se estender por mais alguns dias.

Enquanto isso, se você também prometeu colocar as coisas no lugar em 2010, ouça o Porto Alegre, Quem Diria! de hoje, onde falo sobre os 17 cursos de organização da Domus Organizzare.

O mais comum, para dar jeito em armários e closets, começa no dia 14 de janeiro. Em março, pasmem, há cursos de organização específicos para homens e crianças. Durante o ano, ainda tem aulas para fazer um recepção-relâmpago em casa e para passar roupas com prazer.

Quando eu me espalho, ninguém me junta. E se você também é assim, ouça .

Obrigada a quem continuou aparecendo por aqui. E um ano cheio de novas experiências pra todos nós!


DOMMUS ORGANIZZARE
Av. Benjamin Constant, 1534, sala 203, Floresta
(51) 3061.3380 e 9952.7641

rosangela@domusorganizzare.com.br

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Cozinhando histórias: oficina mistura literatura e gastronomia infantil

Você reclama da agitação do seu filho quando ele está em casa? Para distraí-lo, apela para o DVD? E mesmo que planeje um programa bacana, perde feio na concorrência com o vídeo-game? Quem sou eu para analisar a relação entre pais e filhos, mas se a criança for pequena, arrisco afirmar: o negócio é arranjar um programa divertido para os dois.

Sábado desses, minha filha participou da oficina Cozinhando Histórias, comandada por Michelle Leão. Formada em Gastronomia e Artes Cênicas, a chef começa lendo histórias para as crianças. Depois, todos partem para as panelas. Geralmente, o grupo mais novinho (3 a 6 anos) faz biscoitos e pães. Os mais velhos (de 7 a 12 anos) preparam entrada, prato principal e sobremesa. Todas as receitas são inspiradas no enredo do livro.


Equivocadamente, pensei que eu também participaria da função. E só não fiquei triste porque descobri outro serviço interessante. Assim como fez um grupo de mulheres em Porto Alegre, é possível reunir a filharada e contratar Michelle para uma tarde de brincadeiras gastronômicas. O mesmo vale para festas infantis – neste caso, em vez da lembrancinha comum, o convidado pode levar para casa a massa de pão que ele mesmo fez.


Para saber a data dos encontros abertos (há grandes chances de acontecer de novo na Casa Elétrica), mande um e-mail para a chef e acompanhe o blog da oficina. Lá a gente percebe que os benefícios das aulas vão além da diversão, passando por noções de higiene alimentar, pela segurança na cozinha, pelo exercício da auto-estima e pela formação de futuros comensais, que respeitem a época de cada fruto.

Fotos: Marcelo Schambeck

E se você participar, é bom considerar o aprendizado do pimpolho. Um dia após a aula, fizemos biscoitos com a cara do Mickey aqui em casa e fiquei encarregada do forno. Se tivesse ouvido a Catarina, os quitutes não teriam torrado. Tem certeza de que lugar de criança acompanhada não é na cozinha?

OFICINA COZINHANDO HISTÓRIAS
(51) 9835.2292

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Curso de locução

Sempre gostei do rádio. Como ouvinte e na faculdade. Sem o apelo da imagem, a voz ganha mistério e palavras bem ditas atraem mais. Vai me dizer que você nunca imaginou como seria pessoalmente aquele locutor?

Unindo prazer e profissão, decidi fazer o curso de locução da Feplam. A primeira aula foi quarta-feira e o professor garantiu: todos saem falando melhor. Pra quem também tem uma queda (ôps) pelo microfone, aí vai o texto publicado no “Os Endereços Curiosos de Porto Alegre”:

Na época em que o rádio era a principal atração da sala, seus locutores eram idolatrados. Espichando o ouvido para a caixa de som, mocinhas casadoiras sonhavam com o rosto desconhecido que impostava aquele vozeirão. Hoje, a profissão não tem o mesmo glamour, mas segue mexendo com o imaginário das pessoas. Para ser uma estrela das ondas sonoras, apresentador de TV ou anunciar ofertas em supermercado, o curso é o mesmo. E pode ser feito na FEPLAM – Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura. Habilitada pelo Ministério do Trabalho, a escola só exige que o aluno tenha o ensino médio completo. Segundo Marise de Almeida Ramos, nem voz esganiçada é impedimento. “Tem rádio para todos os gostos”, diz a diretora da casa, comentando o caso de um gago que “se tratou com fonoaudióloga, voltou e venceu”. Com uma aula por semana e duração de quatro meses, o curso concede diploma em nível técnico. Além de trabalhar respiração e leitura, ocupa um estúdio profissional que lembra o charme dos anos 50. Para quem tem o timbre de Cid Moreira, fica o alerta de Marise: “às vezes me ligam com uma voz bonita, mas isso não significa falar bem”.

FEPLAM
Avenida Ipiranga, 3501, Partenon
(51) 3219.9309
feplam@ig.com.br
segunda a sexta, 8h às 20h; sábado, 8h às 16h

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Curso de boas maneiras

Quando combinam educação e informalidade, as pessoas viram ímãs. Me atrai quem fala o que pensa, mas não grita. Quem não tem lençóis de 1000 fios para o hóspede, mas providencia a cama cheirosinha. Aqueles que dizem, sinceramente, bom dia.

Foi essa, mais ou menos, a impressão que tive de Susi Obal. Vivendo desde 1948 em Porto Alegre, a alemã naturalizada brasileira dá cursos de boas maneiras. Para todos os alunos - sejam executivos, adolescentes, garçons, atendentes de empresas ou noivas prestes a casar -, os ensinamentos partem do mesmo princípio: “educação e pedantismo são coisas diferentes”.

Susi Obal e o marido no lançamento de
"Os Endereços Curiosos de Porto Alegre":
mais educada do que eu, ela chegou
exatamente na hora marcada

Filha de uma família que não admitia cotovelos sobre a mesa, a cerimonialista dá palestras em universidades, orienta debutantes de clubes chiques e desmistifica regras aparentemente complicadas (ninguém nasceu ,por exemplo, sabendo a temida ordem dos talheres). E nem por isso prega atitudes afetadas. Se você só tem pratos de vidro marrom, valorize-os com vasos de margaridas e toalhas amarelas, facilmente substituídas por um lençol limpo. Depois de uma gafe horrorosa, nem pense em consertar o estrago – o melhor é se divertir com a mancada.

Transformando a própria casa em sala de aula ou utilizando espaços indicados pelos clientes, a mestra do savoir-vivre divide o conteúdo em lições de até três horas e mostra, com o próprio exemplo, a distância entre polidez e frescura. Quando atendeu a ligação desta repórter, meia hora antes do nosso encontro, Susi alertou que não estava tão arrumada. Mas recebeu com chá e bolachinhas.

SUSI OBAL
não divulga o endereço
(51) 3325.1343
susi.obal@gmail.com
www.susiobal.com.br
segunda a sábado, 8h/18h

quarta-feira, 18 de março de 2009

Curso de direção para quem já tem carteira

Quem dirige automaticamente, como se o pedal fosse a extensão da perna, e a direção, continuação do punho, não sabe pelo que passa um motorista destreinado. Na hora do engarrafamento, a vontade é de abandonar o carro. Quando alguém atrás pede passagem: “brrrrrrrrrrr!, o que é que eu vou fazer?”.

“Para quem olha de fora, o trânsito é assustador”, me disse o instrutor de direção Luciano Lessa Sampaio, que trabalhou cinco anos em CFCs (Centros de Formação de Condutores) do DETRAN e decidiu, em 2002, dar aulas particulares para motoristas receosos. Todos, é bom dizer, com carteira de habilitação.



Escolhendo lugares calmos, Luciano dá a primeira aula em seu carro, um Fox vermelho sem adesivos, com freio de pé para o professor. Em seguida, a dupla entra no automóvel do aluno, seguindo para o supermercado, o trabalho e outros trajetos que o pupilo costuma fazer. As lições incluem estacionamento oblíquo, baliza entre automóveis e até a garagem de casa – coisas que a auto-escola, “preocupada com a aprovação”, não costuma ensinar.

Para maiores detalhes, vale acessar o site do moço, onde você encontra vários depoimentos de quem foi lá e, hoje, dirige lépido e fagueiro por Porto Alegre. Alguns perdem o medo em apenas uma aula. O recorde (cada um conhece seus limites) foram 60.

Entre as alunas do instrutor, há aquela que, com deficiência física, arrancou lágrimas da família ao chegar dirigindo em Canoas. Além da mulher que resolveu fazer uma surpresa para seu amado. Sem saber das aulas, o marido acreditou que estava sendo traído. Palavras de Luciano: “ele estava pronto para sair atrás de mim”.


LUCIANO LESSA SAMPAIO
não divulga o endereço
(51) 9181.7886 e 3227.2736 (melhor ligar à noite)
aulas de segunda a sábado, 7h30 às 11h30 e 13h30 às 19h30

domingo, 9 de novembro de 2008

Para falar com as mãos

Já tive uma colega surda-muda. Queria porque queria aprender sua mímica. Me agoniava não entender suas perguntas. Percebia suas angústias e nunca sabia o que fazer. Foi quando resolvi treinar o alfabeto em Libras – Língua Brasileira dos Sinais. Pena que não adiantou muito.

Como dá para ver no vídeo aí de baixo, é quase outro idioma. Para cada expressão (vale espiar o dicionário que encontrei na web), há um gesto. Ou você acha que as mãos falariam tão rápido se ficassem soletrando?



Em Porto Alegre, você pode aprender esses e muitos outros sinais na sede regional da Feneis – Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos. O curso básico, que serve apenas para a comunicação, dura 180 horas. O avançado prepara tradutores-intérpretes e dura mais 400 horas, incluindo expressão corporal e ética.

Como os professores são surdos, o aluno é obrigado a praticar. Se não, para quem fala, pode ser mais complicado do que qualquer língua audível. Quer comprovar? Então saiba que o alfabeto dos surdos varia de país para país, até naqueles que falam o mesmo idioma. Compare os sinais do Brasil e de Portugal e veja a diferença.



FENEIS - Regional RS
Rua Dona Laura, 1020, sala 111, Mont´Serrat
(51) 3321.4244
feneisrs@terra.com.br
www.fenis.org.br

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Curso de culinária tailandesa - como aumentar o próprio tempero

Que carro bacana, que nada. Segundo pesquisa publicada ontem na Folha de São Paulo, facas de bom corte, panelas bonitas e temperos variados são a nova arma de sedução masculina. Para 48% dos entrevistados, todos britânicos, pilotar um fogão com maestria é meio caminho andado para se transformar num pegador – não de massas, mas de mulheres.

Sabendo disso, resolvi começar a semana com uma dica que, cá entre nós, é pra lá de sedutora. Qual mulher com mais de 25 anos resiste a um pretendente que a convida para jantar na sua casa, serve um bom vinho e prepara uma rede comestível com as próprias mãos?



Em Porto Alegre, quem pode ajudar a aumentar seu poder de sedução é Bryan Parsley. Inglês na certidão, chef por paixão e viajante com vários carimbos exóticos no passaporte, ele criou o Baan Thai Curso de Culinária Tailandesa. Geralmente aos sábados, no salão de festas do seu prédio, fala do menu, parte para o fogão e convida os alunos a fazerem o mesmo. Depois de pronto, o banquete é traçado no local.



Acesso o site do Baan Thay para ver quando haverá novas turmas e conhecer os cardápios disponíveis, divididos por tradição, nível de dificuldade e de pimenta. Com exceção dos cursos de petiscos e de escultura em vegetais, todos os outros incluem entrada, prato principal e sobremesa. Grupos fechados conseguem agendar datas diferentes e escolher os pratos preferidos.

Como se vê nas fotos, mulheres são muito bem-vindas. Mas eu deixaria o homem ir sozinho. De posse dos devidos ingredientes, seu marido pode se transformar no que a Inglaterra está chamando de gastrossexual e criar uma noite de dar água na boca.

BAAN THAY
R. Fabrício Pillar, 770, Mont´Serrat (salão de festas)
(51) 3026.8000 e 9971.2338

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Serviço anti-mico: curso de dança para noivos

Não interessa se a valsa do casamento foi trocada por um hit internacional. Na hora de enfrentar a pista, a maioria dos noivos paga mico e fica no dois pra lá, não sei quantos pra cá. Definitivamente, estamos a léguas da geração que cruzava os salões com passos-pluma, sonhando em ser um centésimo do que era Fred Astaire.


Para quem pretende festejar a união das escovas de dentes, com direito a cheek to cheek, a dica é procurar por Ana Paula Guahnón. Num anexo da própria casa, a bailarina montou o Atelier da Dança, onde cria e ensina coreografias exclusivas para os futuros marido e mulher.

Escolhida pelo casal, a música pode ser samba, bolero, salsa, tango ou forró, mas deve levar em conta o tempo disponível para ensaiar. “Em uma semana, já consigo fazer alguma coisa”, me disse Ana. Com mais tempo, dá pra montar apresentações quase teatrais.

Na sua lista de clientes, consta um par que adentrou o salão com a versão falada de La Vie en Rose, deu voltas, fez o brinde, dançou e encenou o grand finale. A professora, logicamente, viu tudo de perto. Além de comemorar a vitória dos pombinhos, ela faz questão de coordenar o show, orientando o DJ na hora agá e verificando se a costureira colocou um ganchinho no vestido pra noiva não tropeçar.

ATELIER DA DANÇA
Av. João Wallig, 2186, Chácara das Pedras
(51) 3328.2091 e 9262.8330
anaguahnon@hotmail.com
atendimento com hora marcada

(fotos: divulgação)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Para dar um banho de mecânica nos homens

É bem possível que você conheça a Bellenzier Pneus. Das 25 lojas da rede, duas ficam em Porto Alegre. Fui até lá para conferir o Curso de Mecânica Básica para Mulheres e adorei ver que o negócio é tocado por uma de nós.

Comprovando que a imediata associação entre homens e automóveis caiu no demodê, Nilva Maria Bellenzier me apresentou a apostila distribuída durante as aulas.

Com uma bolsa estampada na capa, rosas desenhadas e detalhes na cor cereja, o manual faz um raio-X dos principais componentes do carro e dos procedimentos necessários à manutenção. Se o veículo aceitar álcool e gasolina, você saberá calcular qual deles compensa mais.

Gratuito, o curso dura três horas. Depois da parte teórica, mulheres de todas as idades aprendem a trocar pneus sem quebrar as unhas e ainda recebem dicas preciosas. Quando um homem descer a lomba na banguela, só para economizar combustível, faça ares de entendida e avise: nos carros modernos, isso não adianta nada.

BELLENZIER PNEUS
Av. Dom Pedro II, 1168, Higienópolis
(51) 0300-2102102 e 3337.4404
portoalegre@bellenzier.com.br
www.bellenzier.com.br