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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bergamota e água grátis

Gentileza é artigo em falta no mercado. Mesmo quando tem claro objetivo marqueteiro. Depois de passar a manhã no centro de Porto Alegre, fazendo entrevistas e mandando arrumar minha máquina fotográfica (sim, eu me virei cliente da Objetiva, que já citei aqui), fui pegar o carro na Garagem Senhor dos Passos. E dei de cara com esse senhor sorridente aí, o Ermildo Mocelin, que abriu o negócio em 1971. Há dez anos, ele distribui bergamotas (ou mexericas) descascadas grátis para os clientes. A água, eles oferecem há mais tempo ainda - bálsamo para a calor saárico de quem caminha pelo centro no verão.






É ou não é um serviço simpático, simples, infelizmente raro e, por isso mesmo, curioso?


GARAGEM CONDOMÍNIO SENHOR DOS PASSOS
Rua Senhor dos Passos, 224, Centro

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O único hostel de Porto Alegre

A notícia já saiu em Porto Alegre, Quem Diria!, mas continua fresquinha: há menos de dois meses, abriu em Porto Alegre um hostel - em outras palavras, aquelas hospedarias cheias de beliches, super comuns mundo afora, onde a moçada chega de mochila, convive com gente de outros países e se hospeda gastando bem pouco.


Em plena rua Mariante, ao pé do viaduto que passa sobre a Protásio Alves, o Porto do Sol segue, apesar da simplicidade, o conceito internacional de albergue. Na base do cada um por si, os hóspedes dividem quartos femininos ou masculinos, banheiros, sala de tevê, pátio e cozinha. E dá, sim, pra notar que a casa tem sotaque brasileiro.




Pra ouvir mais detalhes, inclusive a voz da francesa que encontrei por lá, ouça a coluna que eu devia ter postado aqui bem antes:




PORTO DO SOL HOSTEL
Rua Mariante, 958, Rio Branco
(51) 3330.1324
www.hostelportodosol.com.br

sexta-feira, 26 de março de 2010

Bike-boys: Porto Alegre ganha serviço de ciclomensageiros

Eu não tinha ligado lé com cré, mas parece lógico: os ciclomensageiros existem há mais de cem anos. Na primeira guerra, as bicicletas serviam para a comunicação entre os soldados. E já estão sendo usadas pra coisa parecida em Porto Alegre.

Seguindo a linha do serviço que é consagrado na Europa e nos Estados Unidos, a Pedal Express - ou Pedex, apelido que brinca com a Fedex, maior organização mundial de entregas - tem cinco bike-boys. De segunda a sexta, eles cruzam de norte a sul da cidade em suas magrelas, pelo mesmo preço que os moto-boys cobrariam. De quebra, ajudam a diminuir a poluição causada pelas motocicletas e a poupar nossos ouvidos de motores ensurdecedores.

Quer saber se a bicicleta não vai atrasar sua encomenda? Então clique aí embaixo e ouça o resultado de um desafio que aconteceu no ano passado, quando vários veículos de locomoção (incluindo pernas de pedestres) resolveram apostar uma corrida no centro de Porto Alegre. Adivinha quem chegou primeiro?



PEDAL EXPRESS
(51)3212.2254 e 8433.0311
contato@pedalexpress.com.br
www.pedalexpress.com.br

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mão na roda: agência de domésticas-babás e babás para gêmeos

Babá é luxo? Só pra quem não trabalha. Nesse mercado competitivo, a mulher que é profissional precisa se virar em cinco – cuida do trabalho, da casa, dos filhos, do marido e, se der tempo, dela mesma. Por isso, fiquei contente em encontrar a Kanguruh, especializada em domésticas que cuidem de crianças. Para os pequenos, tem babás de todos os tipos, da que viaja com a família à especializada em gêmeos. Se o filho for maior, a agência oferece as tais profissionais bivolt: uma tomada fica ligada no lar, outra nos rebentos.

Franquia da rede que tem sede no Rio de Janeiro e mais 29 franquiadas no Brasil e no exterior, a Kanguruh mostra outras diferenças. Pra começar, a seleção inclui teste psicológico e checagem dos familiares. Todas as candidatas, sem exceção, passam por um curso de babá que tem até professor de nutrição. E no site, pra facilitar a escolha, há entrevistas em vídeo com as moças.

O resultado: um dia depois de fazer a entrevista, me transformei em cliente. Exatamente hoje, a Marilene começou a trabalhar aqui em casa.

Para saber mais, clique no podcast aí embaixo.



KANGURUH PORTO ALEGRE
Av. Protásio Alves, 74, sala 301, Rio Branco
(51) 3028.8288 e 9216.6754 (24h)
www.kanguruhpoa.com
contato@kanguruhpoa.com

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Táxi para cachorros - e vai até a praia!

Me contaram ontem, na rádio, que a Band TV gostou dessa pauta. Como é bom descobrir um produto ou serviço bacana e saber que ele será divulgado por mais alguém. Foi isso que aconteceu com o Táxi Dog, primeira empresa de táxi para cães de Porto Alegre.

Como não tenho cachorro, não pude experimentar o serviço. Mas tudo cheira a coisa boa. O furgão que aparece aí embaixo foi criado pelo casal de proprietários, Jones e Daiane Oliveira. Cachorreiros assumidos, eles andam de uniforme, crachá e podem levar os totós pra outras cidades – se não sobrou lugar no carro, taí a saída pro bicho não perder a praia.



Pra ouvir a coluna sobre o Táxi Dog, anotar o telefone e saber o que um pedestre gritou quando o carro passou por ele, é só dar play.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Terapia para medo de voar

O tempo passa, o tempo voa, mas você continua tremendo na hora de sair do chão? O pavor de pegar um avião é mais comum do que a gente imagina. E é uma das especialidades da neuropsicóloga Carmen Reichelt, que oferece, há mais de dez anos, a terapia para medo de voar.

Seguindo a linha de algumas companhias áreas, que levam futuros passageiros para conhecer suas aeronaves e vários procedimentos necessários ao vôo, Carmen trabalha na base da desensibilização. No consultório, identifica a razão do medo. Como tema de casa, faz o cliente ir até o aeroporto, observar a decolagem e até conversar com pilotos.

Se você vai viajar nas férias, não dá tempo de fazer o tratamento. Mas pode ouvir dicas da Carmen na minha coluna da Bandnews FM.

CARMEN REICHELT
Rua dos Andradas, 1234/cj.1601, Centro
(51)3228.6382
neurocarmen@gmail.com
www.medodevoar.blogspot.com

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Já saiu aqui, mas é inédito no rádio

Nem faz tanto que eu contei, aqui, onde consertar máquinas fotográficas antigas em Porto Alegre. Como sempre, antes de falar sobre o que já conheço, eu ligo para o endereço, questionando se tudo continua igual.

O pessoal da objetiva é tão honesto que, perguntados se ainda recuperavam máquinas mecânicas, eles me disseram: "consertar, a gente conserta, mas se aparecer alguém aqui pra isso, te damos um presente".

Já disse que não quero presente. Mas se você for até lá, por favor, diga que fui eu quem recomendou. Ainda quero ter o prazer de falar para o João Sousa, um dos técnicos e sócios da oficina: viu como só faltava divulgar o serviço?

Clique aqui para ouvir a coluna e volte sempre para o blog - único lugar, além do livro, onde também informo o site, o e-mail e o telefone.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Festa ambulante: a primeira locadora de limousines de Porto Alegre

Bloco e caneta são acessórios que meu carro traz de fábrica. É fundamental ter onde anotar o endereço e, com sorte, o telefone de curiosidades que eu vejo na rua. Foi o que aconteceu dia desses, quando passei pela frente da Blacktie Limousines, primeira locadora especializada em limousines no Rio Grande do Sul, inaugurada em setembro.

O chofer vai a caráter - nesta foto, sem
a luva branca que costuma usar

A limousine que a Blacktie aluga não é daquelas tradicionais, com traseira comprida. Trata-se de uma camionete Grandblazer que é esticada no Paraná, até ficar com nove metros. E como já fiz matéria sobre os dois modelos, posso dizer: o luxo é maior. Além dos imensos bancos de couro, a festa ambulante tem bar, neon, laser, um botão pra falar com o chofer e três telas de LCD onde toca o clipe que o cliente quiser.



Luz e som bombando com toda a privacidade: pra falar com o
motorista, tem que apertar um botão

Pra escrever a coluna da BandnewsFM e postar no blog, andei de limousine por mais de meia hora. Primeiro, com o dono da empresa, Eduardo Santos, que abriu a primeira loja da marca fora de São Paulo. Logo depois, o carrão levou o clone do Michael Jackson a uma festa. Tá vendo a bolsa vermelha que aparece aí no chão, ao lado do inacreditável Jacko brasileiro? É a prova de que eu estava lá.
Pedestres impressionados, sem saber
que o clone do Michael Jackson estava lá

Pra saber quanto custa e como rola o serviço, ouça a coluna Porto Alegre, Quem Diria! de hoje.

BLACKTIE LIMOUSINES PORTO ALEGRE
Av. Azenha, 1501, Azenha
(51) 3233.2021
contato.rs@blacktielimousines.com.br
www.blacktielimousines.blogspot.com

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Papai Noel em domicílio

Quando eu era criança, minha mãe se fantasiava de Papai Noel. Até que descobri o disfarce e fui, imediatamente, promovida a ajudante do bom velhinho. Muito tempo depois, minha filha pequena olhou para o Papai Noel de tênis e matou a charada: era o irmão mais velho. Pois se você quer manter a magia do Natal sem pagar nenhum mico, a dica é contratar Guenter Obal.

Guenter e sua ajudante no shopping Iguatemi,
onde trabalhou por cinco anos
imagem: guilherme dias

Papai Noel profissional, Guenter trabalhou 7 anos em grandes shoppings de Porto Alegre, tem um metro e oitenta e cinco, faz o estilo romântico e, pra completar, adora contar histórias com seu sotaque alemão.

Para a véspera do Natal, quando fica mais ou menos meia hora em cada casa, é preciso correr - sobraram poucos horários na agenda de Günter. Mas também dá para convocá-lo em outras datas, incluindo o dia 25.

com o sino, Papai Noel avisa que está chegando

Vai dizer que não vale a pena lembrar daqueles Natais de verdade, quando a fantasia era tão importante quanto os presentes, e receber o Papai Noel com seu sino, dando aquela risada inconfundível?

Para ouvir a risada e o sotaque de Guenter, clique aqui.

GUENTER OBAL
não divulga o endereço
(51) 3325.1343
susi.obal@gmail.com

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Detector de mentira e detector de amor

Quantas vezes na vida você desconfiou que alguém estava mentindo? E outra: no início da paixão, quem não daria tudo pra saber se é correspondido? Pois na semana passada, preparando a estréia de Porto Alegre, Quem Diria!, eu descobri que qualquer mortal pode comprar, ali no bairro Rio Branco, um detector de mentiras. De brinde, ganha o detector de amor.

Desenvolvidos em Israel, os programas são instalados no computador e analisam a freqüência da voz. A entrevista (ou conversa) pode ser feita ao vivo, por telefone ou gravada.


Resumindo, o mentiroso se sente desconfortável e estressado. Já o apaixonado, quando fala com seu novo amor, fica inseguro, além de não pensar em mais nada. E tudo isso aparece na tela.


Com seiscentos reais, você leva a versão simplificada do detector de mentiras que é usado pela polícia no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e no Distrito Federal. Pelo mesmo preço, contrata Mauro Nadvorny, da Truster Brasil, que já viajou por todo o país para investigar fraudes e testar celebridades em programas de tevê – veja neste link os resultados sobre os casos Eloá, Isabella e da entrevista com o jogador de futebol Cafu. Ele não opera o detector de amor, mas se a flor que aparece no monitor estiver com todas as pétalas, o namoro está garantido.

Para ouvir o podcast na BandnewsFM com entrevista e tudo, clique aqui.

TRUSTER BRASIL
(51) 3022.1688
Rua Cabral, 116, Rio Branco
mauro@truster.com.br
www.truster.com.br

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Conserto de máquinas fotográficas antigas

Você guarda em casa uma câmera antiga? Do tempo em que Tom Jobim compôs Desafinado e revelou a ingratidão da amada com sua Rolleiflex? Pois saiba que a relíquia pode ser recuperada.

Com a experiência de quem trabalhou na assistência técnica da Masson, quando a casa ainda ocupava a esquina da Rua da Praia com Dr. Flores, os três sócios da Objetiva conseguem consertar qualquer modelo de máquina fotográfica fabricada a partir dos anos 50. Algumas peças ainda estão disponíveis no mercado, outras precisam ser fabricadas, mas quase tudo tem jeito. "O que inviabiliza é o preço”, confessa um dos componentes do trio, João Sousa, sem levar em conta o valor sentimental que pode ter o objeto.

Trabalhando na maior parte do tempo com modelos digitais, a Objetiva informa o preço da recuperação na hora. Se o problema for interno, o orçamento demora um dia. E o que melhor: segundo o depoimento que achei na web, ninguém fica te enrolando.

OBJETIVA
(51) 3225.7788
R. Dr. Flores, 105, sala 408, Centro

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Onde contratar chuva de pétalas de rosa

A sugestão periga parecer piegas, mas feche os olhos, imagine-se sozinho num local aberto, e pense o que você sentiria se milhares de pétalas de rosa começassem a cair do céu. Duvido que não paire certa mágica. Agora, a boa notícia: esta cena pode acontecer de verdade.

Se você contratar a Everffly Serviços Aéreos Especializados, um helicóptero sobrevoará o lugar de sua escolha a 100 metros de altura, esvaziando no ar um saco de 50 litros da flor. Para acertar o alvo, normalmente casamentos, aniversários e outras comemorações, o comandante se certifica da direção do vento. No total, a operação dura dez minutos. “As pessoas até choram”, me disse Luciano Câmara, piloto e sócio da empresa.

Prontas para decolar 24 horas por dia, desde que haja visibilidade, as duas aeronaves da Everffly ainda servem para reportagens, filmagens, fotos, escolta e avaliações de terrenos, entre várias empreitadas. Durante a noite, só pousam em helipontos homologados. Na época do Natal, a equipe também transporta clones do Papai Noel: “o que aparece de bom velhinho com o trenó estragado...”.

EVERFLLY SERVIÇOS AÉREOS ESPECIALIZADOS
Rua São Manoel, 1197, cj. 501, Santana
(51) 3022.4400
everflly@everflly.com.br
www.everflly.com.br

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Velório pela internet

Porto Alegre é a capital da cremação no Brasil. Segundo José Elias Flores Júnior, vice-presidente da Cortel, empresa que tem seis cemitérios e três crematórios no Rio Grande do Sul, a prática recai sobre 9% a 10% dos óbitos da cidade – índice que os Estados Unidos levaram 102 anos para alcançar e que supera o de São Paulo, em torno de 5%.

Para atender tamanho mercado, o Crematório Metropolitano São José, inaugurado em 2002, apostou na tecnologia. Com a permissão da família, três câmeras colocadas na capela transmitem ao vivo, pela Internet, a cerimônia de despedida. O mesmo serviço está disponível para quem escolhe o Crematório e Cemitério Parque Saint Hilaire, em Viamão – o local tem até o Bosque in Memoriam, para espargimento ou guarda das cinzas.


Por cerca de meia hora, de qualquer lugar do mundo, é possível ver quem está presente, solidarizar-se com os parentes e ouvir tudo, inclusive a mensagem de um frei franciscano e a música escolhida para a cerimônia. Para usufruir do serviço, é necessário ter nome de usuário e senha, desabilitados após o uso. Se você quiser ver os ângulos exibidos pelas câmeras instaladas na capela do Saint Hilaire, clique aqui. A imagem real da capela do São José, com as devidas instruções de uso, aparece aí embaixo:


De acordo com José Elias, 20% dos clientes querem a transmissão on-line. Na maioria dos casos, para atender familiares que moram no exterior. “Fazemos um tributo à pessoa”, diz o empresário, ressaltando a importância dos rituais fúnebres: “é quando começa a aceitação”.

Através do site, também é possível enviar mensagens que são imediatamente fixadas no painel de homenagens, onde ficam as fotos do finado em vida. E se a família escolher o crematório São José, a tecnologia continua a seu serviço. Quando bater a saudade, é só ligar o computador, clicar na câmera do columbário (local para guardar as urnas) e fazer a oração.

CREMATÓRIO METROPOLITANO SÃO JOSÉ
0800.512624
Avenida Professor Oscar Pereira, 584, Azenha
www.crematoriometropolitano.com.br
crematorio@cortel.com.br
24 horas

CREMATÓRIO E CEMITÉRIO PARQUE SAINT HILAIRE
0800.519899
Avenidar Senador Salgado Filho, 2980 (Viamão)
www.cortel.com.br/w_crematorio_sainthilaire
crematorio@cortel.com.br
24 horas

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Cozinhando histórias: oficina mistura literatura e gastronomia infantil

Você reclama da agitação do seu filho quando ele está em casa? Para distraí-lo, apela para o DVD? E mesmo que planeje um programa bacana, perde feio na concorrência com o vídeo-game? Quem sou eu para analisar a relação entre pais e filhos, mas se a criança for pequena, arrisco afirmar: o negócio é arranjar um programa divertido para os dois.

Sábado desses, minha filha participou da oficina Cozinhando Histórias, comandada por Michelle Leão. Formada em Gastronomia e Artes Cênicas, a chef começa lendo histórias para as crianças. Depois, todos partem para as panelas. Geralmente, o grupo mais novinho (3 a 6 anos) faz biscoitos e pães. Os mais velhos (de 7 a 12 anos) preparam entrada, prato principal e sobremesa. Todas as receitas são inspiradas no enredo do livro.


Equivocadamente, pensei que eu também participaria da função. E só não fiquei triste porque descobri outro serviço interessante. Assim como fez um grupo de mulheres em Porto Alegre, é possível reunir a filharada e contratar Michelle para uma tarde de brincadeiras gastronômicas. O mesmo vale para festas infantis – neste caso, em vez da lembrancinha comum, o convidado pode levar para casa a massa de pão que ele mesmo fez.


Para saber a data dos encontros abertos (há grandes chances de acontecer de novo na Casa Elétrica), mande um e-mail para a chef e acompanhe o blog da oficina. Lá a gente percebe que os benefícios das aulas vão além da diversão, passando por noções de higiene alimentar, pela segurança na cozinha, pelo exercício da auto-estima e pela formação de futuros comensais, que respeitem a época de cada fruto.

Fotos: Marcelo Schambeck

E se você participar, é bom considerar o aprendizado do pimpolho. Um dia após a aula, fizemos biscoitos com a cara do Mickey aqui em casa e fiquei encarregada do forno. Se tivesse ouvido a Catarina, os quitutes não teriam torrado. Tem certeza de que lugar de criança acompanhada não é na cozinha?

OFICINA COZINHANDO HISTÓRIAS
(51) 9835.2292

terça-feira, 9 de junho de 2009

Só no bem bom: tele-entrega de lenha

Porto Alegre me recebeu com ares de infância. De quando eu dormia de uniforme, pra não esfriar o corpo de manhã. A diferença é que, agora, sou a feliz locatária de uma lareira. Nunca bebi tanto vinho. Jamais estive tão defumada.

Atenta à manutenção do fogaréu, encontrei uma das únicas (parece que tem outra na zona sul) tele-entregas de lenha da cidade. Por telefone ou pelo site, você encomenda eucalipto, toras de acácia, nó de pinho e gravetos. Se o pedido acontecer até às 18h, a entrega é feita no mesmo dia, na região que fica entre o Centro, Menino Deus, Jardim Botânico, Lindóia e Navegantes.

Aroldo, o entregador, e a caminhonete de tele-entrega


Funcionando desde 2008, o serviço foi idéia do casal Rafael Nunes e Suzana Santos, dono do sítio Paraíso Tobruk, que já fornecia lenha para pizzarias, padarias e condomínios. Quase tudo é produzido lá mesmo, num esquema de reflorestamento, mantendo 25% da mata nativa preservada.

Segundo o prorietário, como a venda é direta, o preço é "de 9% a 15% menor do que nos supermercados". A única condição é pedir no mínimo três sacos de lenha – cada um custa R$ 8,00. Mas o que eu gostei mesmo foi da campanha pró-reciclagem: se o cliente devolver dez embalagens usadas, leva um item de graça.

LENHA EM CASA
não publica o endereço
(51) 3331.2525 e 9996.9997
vendas@lenhaemcasa.com.br
www.lenhaemcasa.com.br
todos os dias, das 8h às 22h (pedidos) e das 16h às 22h (entregas)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Assessoria para forasteiros

Depois de seis anos fora, estou reaprendendo as rotinas da cidade. Imagino, então, pelo que passa um paquistanês, chegando de mala, cuia e prole em Porto Alegre. Onde morar? Em que escola matricular os filhos? Como conseguir uma empregada que se comunique com a família? Para estas e outras perguntas, a Visitors Assistants tem a resposta.


Comandada por Sandra Bacaltchuk, a assessoria providencia tudo que é necessário para os forasteiros se estabelecerem na capital gaúcha. Bem antes da partida, o viajante recebe fotos de imóveis para alugar, dicas sobre o que trazer na bagagem e orientações sobre nossa cultura. Na chegada, além da moradia, encontra um verdadeiro ombro amigo.

Ex-professora de inglês e esposa de médico renomado, Sandra providencia documentos e funciona como uma espécie de conselheira diplomática. Suas dicas vão de passeios para o final de semana à necessidade de pesar as frutas no supermercado. “As maiores crises de adaptação são dos que vêm de países próximos”, conta. “Coreanos e chineses estão preparados para serem diferentes”.

No rol de forasteiros que começou a atender em 1987, a empresa mantém, por exemplo, australianos, irlandeses, bolivianos, cingapurenses e croatas. “As pessoas se adaptam bem aqui”, mas como era de se esperar, “ficam fragilizadas”. Desde o final do ano passado, com a malfadada crise mundial, cresceu o número de clientes que vêm de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e do interior do estado. Em qualquer caso, Sandra só descansa quando os neo-portoalegrenses se sentem seguros: “o sucesso é quando eles caminham com as próprias pernas”.

VISITORS ASSISTANTS
não publica o endereço
9122.4396
www.visitors.com.br
visitorsassist@terra.com.br
seg. a sex. 9h/20h.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Será um avião? Rappel? O homem-aranha? Não, é Elton Fagundes, o alpinista profissional

Um vendaval acaba de começar em São Paulo. Há 50 metros do meu computador, dois homens que iam pintar a fachada do prédio se esforçam para descer as cordas que os mantinham pendurados no décimo terceiro andar. Entre a primeira frase deste parágrafo e agora (ufa!), eles chegaram ao chão.

A não ser que meu ofício obrigue, juro que nunca vou me pendurar por aí. Justamente por isso, admiro o trabalho de Elton Fagundes. Dono da Stonehenge Alpinismo Industrial, ele usa cordas para fazer resgates, performances aéreas, manutenção predial e todo tipo de serviço que o homem-aranha, incentivado pela velha musiquinha, iria adorar.

Seguindo as normas de segurança da Abendi (Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeções), o trabalho é feito em equipe, por profissionais altamente treinados. Se você não tem fobia de altura, tente se colocar no lugar do pessoal trabalhando nas megaestrutura da usina termelétrica de Candiota - por essa e por outras, a empresa levou o prêmio nacional Empreendedores de Sucesso 2008, concedido pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, na categoria Inovação.


Fotos: Luca Silveira,Vicente,Seco, Odilei Medeiro e Acervo Stonehenge Mountain


E veja o vídeo que mostra Elton e três outros alpinistas alcançando, pela primeira vez na história, os 517 metros do Pico do Funil, na região de Aparados da Serra (SC).




Fico devendo as fotos do empresário admirando o Rio de Janeiro de um local poucas vezes visitado: em 2002, quando um grupo ligado ao Green Peace escalou o Cristo Redentor, Elton também estava lá.

STONEHENGE ALPINISMO INDUSTRIAL
Rua Leopoldo Froes, 109, Floresta
(51) 3028.5671 e 9951.4555

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Tempos modernos: escolinha com pernoite para crianças

Quem, por acaso, viu alguma entrevista que dei sobre o livro, sabe que sempre visito os endereços curiosos. Se o produto for de comer, eu como. Quando é para usar, eu uso. Salvo em situações impossíveis, como o do comércio de equipamentos para espionagem – o vendedor só atende por telefone e até gravou o nosso papo.

É o caso, também, da escolinha infantil que oferece pernoite para alunos de 0 a 6 anos. Como meus filhos não estudam lá, não posso depor sobre o serviço. E nem adiantaria. Antes de deixar seu herdeiro dormir fora de casa, garanto que você faz questão de conhecer o ambiente.

Ficam, então, as coordenadas da Yellow Kids, que atua, segundo o site, como um “facilitador dos tempos modernos”. Além de funcionar das 7h às 20h, a escola tem um plantão permanente.


Sua reunião se estendeu até mais tarde? Faz meses que o casal não sai sozinho? Você é obstetra e apareceu um parto no domingo? Matriculando seu filho na Yellow kids, dá para deixá-lo na escola pelo tempo necessário, inclusive aos sábados, domingos e feriados, de dia ou de noite, com uma vantagem tecnológica. Através de câmeras acessadas pela internet, é possível monitorar a brincadeira e o sono do rebento.


YELLOW KIDS
Rua Dr Prudente de Moraes, 431, Chácara das Pedras
(51) 3328-4644 e 3328-5147
claudio@yellowkids.com.br
www.yellowkids.com.br
24 horas

quarta-feira, 18 de março de 2009

Curso de direção para quem já tem carteira

Quem dirige automaticamente, como se o pedal fosse a extensão da perna, e a direção, continuação do punho, não sabe pelo que passa um motorista destreinado. Na hora do engarrafamento, a vontade é de abandonar o carro. Quando alguém atrás pede passagem: “brrrrrrrrrrr!, o que é que eu vou fazer?”.

“Para quem olha de fora, o trânsito é assustador”, me disse o instrutor de direção Luciano Lessa Sampaio, que trabalhou cinco anos em CFCs (Centros de Formação de Condutores) do DETRAN e decidiu, em 2002, dar aulas particulares para motoristas receosos. Todos, é bom dizer, com carteira de habilitação.



Escolhendo lugares calmos, Luciano dá a primeira aula em seu carro, um Fox vermelho sem adesivos, com freio de pé para o professor. Em seguida, a dupla entra no automóvel do aluno, seguindo para o supermercado, o trabalho e outros trajetos que o pupilo costuma fazer. As lições incluem estacionamento oblíquo, baliza entre automóveis e até a garagem de casa – coisas que a auto-escola, “preocupada com a aprovação”, não costuma ensinar.

Para maiores detalhes, vale acessar o site do moço, onde você encontra vários depoimentos de quem foi lá e, hoje, dirige lépido e fagueiro por Porto Alegre. Alguns perdem o medo em apenas uma aula. O recorde (cada um conhece seus limites) foram 60.

Entre as alunas do instrutor, há aquela que, com deficiência física, arrancou lágrimas da família ao chegar dirigindo em Canoas. Além da mulher que resolveu fazer uma surpresa para seu amado. Sem saber das aulas, o marido acreditou que estava sendo traído. Palavras de Luciano: “ele estava pronto para sair atrás de mim”.


LUCIANO LESSA SAMPAIO
não divulga o endereço
(51) 9181.7886 e 3227.2736 (melhor ligar à noite)
aulas de segunda a sábado, 7h30 às 11h30 e 13h30 às 19h30

segunda-feira, 2 de março de 2009

A maga das cores

Meu vestido novo tem uma nódoa de óleo. Só nesta semana, já foi duas vezes pra máquina de lavar. E nada da maldita sair. Se eu estivesse em Porto Alegre, já teria apelado para Celina Bona, expert em tirar manchas e em tingir tecidos finos - também valem rendas e meias.

Dica da Maria Ignez e da Isabel, o endereço é frequentado por estilistas renomados da cidade. Quando não encontram o tom que planejam, apelam para a maga Celina. No fogão da própria cozinha, à beira de imensas panelas, ela dosa cada tinta, deixa ferver e mexe a poção. As possibilidades são tantas que certa cliente levou, como referência de cor, uma maçã verde.


Para tirar manchas, o segredo só é mais novo do que o Big Bang: muito sol. Alguns truques, lógico, Celina guarda para ela, mas consegui que me contasse um.

Se você quiser acabar com riscos de caneta na capa do sofá ou na sua camisa preferida, molhe-os com um algodão embebido no leite. E jamais, jamais deixe água sanitária perto do tanque. Mesmo que a idéia seja recolorir o tecido, é impossível chegar à perfeição.

CELINA BONA
Av. Mariland, 916/02, Auxiliadora
(51) 3332.6020 e 9122.1841
celinabona@gmail.com