No meio do mês de março, recebi a ligação da revista Free Way, distribuída nas praças de pedágio da Concepa, dizendo que sairia uma matéria sobre meu livro na edição do aniversário de Porto Alegre. Para esquecer que hoje é segunda-feira, faça de conta que está indo pra praia, clique nas imagens e leia, dando zoom, os trechos selecionados pela redação. Fiquei feliz.
Até que provem o contrário, só (alguns) adultos gostam de usar óculos. Criança, quando sabe que vai precisar, dificilmente dá um largo sorriso. E vai contrariada escolher a armação. Para que esse momento seja descontraído, quem sabe até divertido, a Óptica Vitorino criou a versão infantil de sua loja: a Vittorino Kids.
Além de centenas de opções de óculos de grau e de sol, a casa tem um ambiente para desenhar, ver filmes e jogar. De lambuja, a garotada ganha balas e pipoca feita na hora, pela recreacionista de plantão. Tem gente que deixa a criança ali, sai para fazer compras no Centro e volta depois.
Segundo a gerente da rede, Milene Flores, “de São Paulo pra baixo, [a Vittorino Kids] é a única ótica exclusivamente infantil que existe”. Preparada para atender clientes de um mês a 12 anos, a loja ainda mantém um site anti-birra. No menu Personalidades, aparecem a Tina, o Dexter, o Super-homem e outros personagens que sempre usaram óculos.
Desculpem se o link não é porto-alegrense, mas a falcatrua tem todos os sotaques brasileiros, incluindo o gaúcho. E deu origem ao Museu da Corrupção - é ou não é curioso? Lançado no último dia 22 de abril, quando comemoramos 509 anos, o espaço virtual mostra os escândalos mais famosos do país, desde a década de 70.
Inspirado na pirâmide do Louvre, o projeto é do arquiteto mineiro Rodrigo de Araújo Lima e tem vários ambientes. Se você entrar na Galeria Edemar Cid Ferreira, verá obras de arte que pertenciam ao banqueiro acusado de surrupiar R$ 9,9 bilhões do Banco Santos. Batizada de Zia Ângela, a pizzaria homenageia a deputada que, em 2006, comemorou a absolvição do colega corrupto dançando no plenário da Câmara. Na lojinha, além de souvenirs, há cuecas para esconder dólares, camisas de colarinho branco (leve 4, pague 10), passagens aéreas de parlamentares, telefones grampeados e outras traquitanas altamente suspeitas. Feliz ou infelizmente, os objetos não estão à venda.
Se tem algo que sempre lamento, é o sumiço de uma boa idéia. Por questões de mercado ou contingências da vida (este é o caso), a Renovatio Automotive Acessories está prestes a encerrar suas atividades. Porto-alegrense da gema, a empresa produziu, durante cinco anos, réplicas de volantes clássicos, comercializando-os até na Europa. O produto é tão raro que alguns colecionadores, ao venderem seus carros antigos, entregam tudo, menos a direção.
A boa notícia é que ainda existem algumas peças no estoque - todas feitas com alumínio aeronáutico e aros de madeira. Típico dos anos 60 e 70, o volante Mark 1 é bem parecido com aqueles que vinham no Corcel GT, no Opala SS, no Maverick e no Dodge Dart (clique nos anúncios para fazer uma viagem no tempo).
Da mesma época, veio a inspiração da direção Puma, fabricada para o carro homônimo – era uma brasa, mora?
E se você tem um Fusca relíquia, corra lá. No site da Renovatio, que também sairá do ar em breve, procure manoplas de câmbio e botões de painel para o carro mais querido do Brasil.
Maior que minha ausência, só a minha fúria. Desde quarta-feira passada, para restabelecer a conexão da Internet, liguei 21 vezes para o Speedy, anotei oito protocolos, levei cinco bolos dos técnicos e decorei, forçosamente, o menu do canal de relacionamento. Se eu reconhecer aquela voz automática na rua, acho que não respondo por mim.
Um vendaval acaba de começar em São Paulo. Há 50 metros do meu computador, dois homens que iam pintar a fachada do prédio se esforçam para descer as cordas que os mantinham pendurados no décimo terceiro andar. Entre a primeira frase deste parágrafo e agora (ufa!), eles chegaram ao chão.
A não ser que meu ofício obrigue, juro que nunca vou me pendurar por aí. Justamente por isso, admiro o trabalho de Elton Fagundes. Dono da Stonehenge Alpinismo Industrial, ele usa cordas para fazer resgates, performances aéreas, manutenção predial e todo tipo de serviço que o homem-aranha, incentivado pela velha musiquinha, iria adorar.
Seguindo as normas de segurança da Abendi (Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeções), o trabalho é feito em equipe, por profissionais altamente treinados. Se você não tem fobia de altura, tente se colocar no lugar do pessoal trabalhando nas megaestrutura da usina termelétrica de Candiota - por essa e por outras, a empresa levou o prêmio nacional Empreendedores de Sucesso 2008, concedido pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, na categoria Inovação.
Fotos: Luca Silveira,Vicente,Seco, Odilei Medeiro e Acervo Stonehenge Mountain
E veja o vídeo que mostra Elton e três outros alpinistas alcançando, pela primeira vez na história, os 517 metros do Pico do Funil, na região de Aparados da Serra (SC).
Fico devendo as fotos do empresário admirando o Rio de Janeiro de um local poucas vezes visitado: em 2002, quando um grupo ligado ao Green Peace escalou o Cristo Redentor, Elton também estava lá.