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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Velório pela internet

Porto Alegre é a capital da cremação no Brasil. Segundo José Elias Flores Júnior, vice-presidente da Cortel, empresa que tem seis cemitérios e três crematórios no Rio Grande do Sul, a prática recai sobre 9% a 10% dos óbitos da cidade – índice que os Estados Unidos levaram 102 anos para alcançar e que supera o de São Paulo, em torno de 5%.

Para atender tamanho mercado, o Crematório Metropolitano São José, inaugurado em 2002, apostou na tecnologia. Com a permissão da família, três câmeras colocadas na capela transmitem ao vivo, pela Internet, a cerimônia de despedida. O mesmo serviço está disponível para quem escolhe o Crematório e Cemitério Parque Saint Hilaire, em Viamão – o local tem até o Bosque in Memoriam, para espargimento ou guarda das cinzas.


Por cerca de meia hora, de qualquer lugar do mundo, é possível ver quem está presente, solidarizar-se com os parentes e ouvir tudo, inclusive a mensagem de um frei franciscano e a música escolhida para a cerimônia. Para usufruir do serviço, é necessário ter nome de usuário e senha, desabilitados após o uso. Se você quiser ver os ângulos exibidos pelas câmeras instaladas na capela do Saint Hilaire, clique aqui. A imagem real da capela do São José, com as devidas instruções de uso, aparece aí embaixo:


De acordo com José Elias, 20% dos clientes querem a transmissão on-line. Na maioria dos casos, para atender familiares que moram no exterior. “Fazemos um tributo à pessoa”, diz o empresário, ressaltando a importância dos rituais fúnebres: “é quando começa a aceitação”.

Através do site, também é possível enviar mensagens que são imediatamente fixadas no painel de homenagens, onde ficam as fotos do finado em vida. E se a família escolher o crematório São José, a tecnologia continua a seu serviço. Quando bater a saudade, é só ligar o computador, clicar na câmera do columbário (local para guardar as urnas) e fazer a oração.

CREMATÓRIO METROPOLITANO SÃO JOSÉ
0800.512624
Avenida Professor Oscar Pereira, 584, Azenha
www.crematoriometropolitano.com.br
crematorio@cortel.com.br
24 horas

CREMATÓRIO E CEMITÉRIO PARQUE SAINT HILAIRE
0800.519899
Avenidar Senador Salgado Filho, 2980 (Viamão)
www.cortel.com.br/w_crematorio_sainthilaire
crematorio@cortel.com.br
24 horas

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Museu da Corrupção

Desculpem se o link não é porto-alegrense, mas a falcatrua tem todos os sotaques brasileiros, incluindo o gaúcho. E deu origem ao Museu da Corrupção - é ou não é curioso? Lançado no último dia 22 de abril, quando comemoramos 509 anos, o espaço virtual mostra os escândalos mais famosos do país, desde a década de 70.

Inspirado na pirâmide do Louvre, o projeto é do arquiteto mineiro Rodrigo de Araújo Lima e tem vários ambientes. Se você entrar na Galeria Edemar Cid Ferreira, verá obras de arte que pertenciam ao banqueiro acusado de surrupiar R$ 9,9 bilhões do Banco Santos. Batizada de Zia Ângela, a pizzaria homenageia a deputada que, em 2006, comemorou a absolvição do colega corrupto dançando no plenário da Câmara. Na lojinha, além de souvenirs, há cuecas para esconder dólares, camisas de colarinho branco (leve 4, pague 10), passagens aéreas de parlamentares, telefones grampeados e outras traquitanas altamente suspeitas. Feliz ou infelizmente, os objetos não estão à venda.






MUSEU DA CORRUPÇÃO

segunda-feira, 23 de março de 2009

Duplamente sustentável: banco de papelão para crianças

Sempre que tenho tempo, espio o Radar 55. Foi lá que li sobre o escritório de Amsterdam que tem todos os móveis, divisórias, prateleiras e o escambau feitos de papel reciclado. Enche os olhos de quem se liga em arquitetura, design, sustentabilidade e curiosidades.

Pois foi só ler a nota pra lembrar dos bancos de papelão ondulado que conheci, já faz algum tempo, na terra da garoa (aliás, que garoa?). Clica aqui, clica lá, é descobri que o produto também está à venda nos pampas.


Para adquirir o modelo infantil aí de cima, que as crianças pintam como quiserem, vá até a Refúgio Urbano. De acordo com Márcia Steyer, uma das proprietárias da loja, é o tipo de presente que sai bastante: “é grande, lúdico e custa R$ 37”.



A primeira pergunta que eu, você e toda a torcida canarinho se faz é se o móvel agüenta o tranco – seja esse, ou não, o nome que você dê ao derrière do seu pimpolho. E a resposta, matematicamente calculada, é: sim, agüenta. Criados pela designer Sabrina Arini, dona da marca Jaya!, os bancos Zoo suportam até 30 quilos. É pouco mais do que pesa, em média, uma criança de nove anos.

No site da moça, você também encontra móveis de papelão para adultos, um mais bacana que o outro. Até onde sei, ainda não estão à venda em Porto Alegre. Mas dá para encomendar pela internet.

REFÚGIO URBANO
Rua Cel. Bordini, 232, Moinhos de Vento
(51) 3022.8099
segunda a sexta, 9h/19h; sábado 10h/17h

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Controle remoto para boleiros

Hoje meu filho faz 12 anos. Ama futebol como nunca amou. Só quer camisetas de times de presente.

Querendo ser original, entrei na Imaginarium. Foi lá que encontrei o controle remoto em forma de bola. Molinho, parece uma almofada. Vem com todos os comandos básicos: liga-desliga, canal, mudo e volume.


Pela primeira vez, achei bom ter tevê caduca. Em telas de plasma ou LCD, tão bonitas e tão fininhas, o produto não funciona.

IMAGINARIUM
Rua João Wallig, 1800, loja 279, Shopping Iguatemi (também no shopping Praia de Belas)
(51) 3334.1800
www.imaginarium.com.br

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Chocolator Tabajara

Vejam só o que é a indústria chinesa – ou seria Tabajara? Na Holanda, fotografei a Chocolator, calculadora com forma, embalagem e cheiro de chocolate. Feita de silicone, funciona à bateria solar.



Hoje, surpresa: investigando a Imaginarium, descobri que o mesmo produto pode ser comprado no Brasil. As únicas diferenças estão na grafia do nome (trocamos “o” por “u”), no design gráfico do invólucro, na marca e no preço. Se não me falha a memória, em terra Européias, a pseudo-delícia custa 19 euros – cerca de 60 reais. Aqui, sai por R$ 89.



IMAGINARIUM
Rua João Wallig, 1800, loja 279, térreo, Shopping Iguatemi (também no Shopping Praia de Belas) (51) 3334.1800
www.imaginarium.com.br

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Uma curiosa em Amsterdam

Só a Jac, o Artur e o Ricardo responderam à minha pergunta: devo ou não devo comentar o que encontrei nos meus 17 dias de velho mundo? Todos os demais leitores, que não devem ser tantos, ficaram calados. Talvez porque discordem, possivelmente porque acham que não vale a pena tecer comentários. Pelo sim, pelo não, me sinto na obrigação de honrar a quem atendeu meu apelo.

Antes de deixar Amsterdam, eu e o Fernando demos mais um passeio pelo centro. A loja que nos interessava, cheia de traquitanas com design, só abria depois do meio-dia. E fomos fazer hora no Mercado das Flores, um tanto decepcionante - a gente nem nota que flutua. Apesar do cultivo indiscriminado da maconha ser proibido, uma banca vendia sementes de marijuana enlatadas.



Passados os vinte minutos necessários, a tal loja tinha aberto suas portas. Foi onde adquiri alguns presentinhos de Natal. Para o Jonas, que mora sozinho há pouco tempo, compõe e cozinha, compramos um paliteiro Vodoo e fôrmas de gelo em forma de guitarra. O grande barato é que o braço dos instrumentos, feito de plástico, serve de mexedor.











Quase tudo que chamou atenção minha atenção é da marca Fred, reunião de cinco designers americanos. Não fosse a alta cotação do Euro, também teríamos arrematado a tatuagem de mão para anotar pequenas listas de supermercado (acompanha uma caneta com tinta atóxica) e outras fôrmas para gelo, desta vez na versão caveira.








No site da marca, você encontra outros objetos para tornar sua casa, sua cozinha, suas festas e seu dia-a-dia muito mais divertidos. A maioria pode ser comprada via Amazon, onde o preço só parece menor. Com as taxas de importação e de transporte até o Brasil, fica mais caro do que eu paguei. E a gente não tem aquela sensação ímpar de futricar nas prateleiras, repetindo de dois em dois minutos: “o-lha-só-is-so!”.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sugestão para o Natal: literatura na caixa de fósforos

Já sei o que vou dar de Natal para meus amigos não-secretos. Quem tem a sina de gostar de mim, traduzirá meu afeto em cinqüenta minicontos, cada um com até cinqüenta letras, todos reunidos numa caixa de fósforos.

Ontem pela manhã, nem eu imaginava tal presente. A decisão veio depois, na minha ronda diária por blogs bem bons, quando li sobre o Dois Palitos. O livro que Samir Mesquita concebeu, escreveu, produziu e distribui sem nenhuma editora está, sim, à venda em Porto Alegre.

Para saber mais, bastaria ler as matérias que a Folha de São Paulo, a Bravo, a Eldorado e a própria Zero Hora, entre outros veículos da grande imprensa, já fizeram sobre o assunto. Mas curioso, feito São Tomé, precisa ver de perto.

Às três da tarde, Samir identificado por um pacote idêntico ao da Fiat Lux, eu pela bolsa vermelha, nos encontramos num café da Faria Lima. Os cabelos arrepiados da foto são do moço que nasceu em Curitiba (PR), cresceu em Alfaena (MG) e calhou de trabalhar em São Paulo, mais precisamente na agência África, onde ganha dinheiro para sua invejável independência literária.


Duas horas depois, no caminho para casa, meu filho amainava a aridez do engarrafamento em voz alta:

“Devia até as calças. Pagou tudo e arrumou um bico como stripper.”

“Choveu canivete. Ninguém sobreviveu para contar”.

“ Rio 40 graus. 10% do corpo coberto mexiam com 100% do meu.”

Entre no site do Samir, risque um fósforo virtual e saboreie, antes que a chama se apague, esses e outros microcontos que ele renova mensalmente: “é bônus track para quem tem o livro e aperitivo para quem não leu”. Se as palavras viciarem, também dá para assinar o twitter e recebê-las no celular.

Nada, entretanto, substitui a experiência da caixa de fósforos. No ônibus, ao pegar a embalagem, uma leitora ouviu do passageiro ao lado: aqui não pode fumar. Já no sítio, o assador só não brigou com o dono do livro porque gostou dos textos, mas ficou sem fogo para fazer o churrasco. Eu mesma me enganei na hora de acender o cigarro.

Na Livraria da Vila, em São Paulo, o Dois Palitos ficou dois meses na prateleira dos mais vendidos – e só mudou de lugar porque se transformou no mais roubado. Na capital gaúcha, só há duas maneiras de comprar a preciosidade: indo à Letras & Cia ou escrevendo para o autor, que providencia a entrega pelo correio. Em ambos os casos, o preço também é micro (10 reais). Mas o impacto do presente, aposto, será inversamente proporcional.

LETRAS & CIA
Av. Osvaldo Aranha, 444, Bom Fim
(51) 3028-9954
segunda a sexta, 10 às 20h; sábado, 10 às 15h

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Extra! Extra! Como comprar um caneco de chope proibido

Foi o Helio Wolfrid, dono do Museu da Cerveja, quem me contou hoje à tarde: em 1980, ele estava com Clóvis Duarte na Oktoberfest de München, Alemanha, quando o jornalista tentou sair da festa carregando o caneco que tinha usado para beber. Só que é proibido ficar com o souvenir. E logo apareceram os guardas de verde, vociferando em alemão. O Clóvis pediu desculpas, disse que não sabia da regra. Mas a alfândega alcoólico-germânica não amoleceu. Confiscou a lembrança e quase o prendeu.

A boa nova é que Helio esteve no mês passado em Munique, quatro dias antes da Oktoberfest 2008, e tratou de importar alguns exemplares da tal caneca Masse de 1 litro, medida oficial da beberrança. Feito em cristal da Baviera e pesando quatro quilos, o supercopo vem acompanhado de uma lata da cerveja Paulaner, criada especialmente para o evento. Para quem acha que é muito trago, o empresário calcula: "quando vão a um barzinho, as pessoas tomam três chopes fácil... e cada um tem 330 ml".


Para se ter uma idéia da procura, desde a última terça-feira, data inicial da venda, a loja virtual e física vem comercializando a média de 18 unidades do caneco por hora. É a sua chance de ter uma concorrida breweriana (neologismo inglês que define qualquer produto ou fato relacionado à loira gelada) e de falar o que os milhões de visitantes da mais famosa Okberfest do mundo gostariam de dizer: “eu consegui”.

MUSEU DA CERVEJA
R. General Neto, 15, Moinhos de Vento
(51) 3062.8400
beer@portoweb.com.br
www.museudacerveja.com.br

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Consultório poético: você desabafa, Fabrício Carpinejar responde

Quando penso que hoje é sexta-feira, Leandro e Leonardo entram nos meus ouvidos. Faz 10 anos que eles receberam uma bolada da Bavária pra cantar traga mais cerveja, tô de saco cheio, tô pra lá do meio da minha cabeça. E a tal musiquinha sobrevive. O detalhe é que não gosto de sertanejas e não sou cervejeira. Pra começar um final de semana com miolos refrescados, prefiro outros hábitos mundanos e, se possível, uma dose de poesia sem gelo.




Não faz tanto tempo que conheci o Consultório Poético, do Fabrício Carpinejar. Entre as inúmeras incumbências do premiado escritor-pai-jornalista-poeta-professor-colaborador-de-vários-veículos-da-imprensa, está a de aconselhar pessoas com dúvidas sobre relacionamentos. Mulheres, por questões sentimentalmente óbvias, são clientes fiéis das palavras que, ele avisa, “não pretendem cumprir papel de terapia”. O barato é “estabelecer uma conversa entre amigos e propor pontos de vista inesperados”.



Na véspera do nada pra fazer, minha sugestão de serviço útil, porto-alegrense, encantador e gratuito é escrever uma carta pro homem e aguardar o retorno no blog. A identidade do remetente pode ser preservada e a resposta toma ares de poema. Para Loiva, que tem um marido perfeito, se envolveu com um colega de trabalho e pede um mapa pra sair da enrascada, Fabro começa dizendo: “Não tenho uma mapa, mas entendo onde está indo”.

Qualquer dia volto ao tema – Fabrício passa maravilhosamente dos limites, suas idéias não cabem neste post. Fica no suspense a razão pra ele fazer as unhas toda semana e ter roubado a manicure da própria mulher.

CONSULTÓRIO POÉTICO
www.bloglog.globo.com/fabriciocarpinejar
cartas para: carpinejar@terra.com.br

sábado, 13 de setembro de 2008

Salto alto para bebês

Na minha próxima ida a Porto Alegre, terei várias pautas para investigar. Como disse a repórter Kátia Lessa, na edição da Trip que foi feita longe da redação, “entrevistas por telefone deveriam ser proibidas”. Eu, particularmente, só abro mão da visita quando já conheço o produto ou o serviço. Olhando no olho, vejo o que as palavras não dizem. E sempre prefiro falar sobre o que vi.

O problema é que estou há mais de 1.100 quilômetros de distância. Por isso, peço licença para postar, de vez em quando, curiosidades que também podem ser compradas na capital gaúcha, só que via Internet.

A primeira delas, se posso dar minha opinião, deveria ser proibida por ortopedistas. No afã de se divertirem, Britta Bacon e Hayden Porter inventaram o Heelarious, um sapatinho de salto para meninas de zero a seis meses. Segundo as norte-americanas, o calçado passou por testes de segurança oficiais e o salto quebra quando é usado para caminhar, mas assisti ao vídeo no Terra e não acredito que seja inofensivo.


Você é quem sabe se não agüenta esperar o crescimento de sua filha. Neste caso, vai gostar do prazo de entrega no Brasil e dos vários padrões disponíveis. Em dez dias, por 60 dólares, dá para transformar qualquer recém-nascida em mini gente grande e levá-la a uma festa com saltos pretos, beges, rosas, zebrados ou de oncinha.

HEELARIOUS SHOES
http://www.heelarious.com/