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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Já saiu aqui, mas é inédito no rádio

Nem faz tanto que eu contei, aqui, onde consertar máquinas fotográficas antigas em Porto Alegre. Como sempre, antes de falar sobre o que já conheço, eu ligo para o endereço, questionando se tudo continua igual.

O pessoal da objetiva é tão honesto que, perguntados se ainda recuperavam máquinas mecânicas, eles me disseram: "consertar, a gente conserta, mas se aparecer alguém aqui pra isso, te damos um presente".

Já disse que não quero presente. Mas se você for até lá, por favor, diga que fui eu quem recomendou. Ainda quero ter o prazer de falar para o João Sousa, um dos técnicos e sócios da oficina: viu como só faltava divulgar o serviço?

Clique aqui para ouvir a coluna e volte sempre para o blog - único lugar, além do livro, onde também informo o site, o e-mail e o telefone.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Conserto de máquinas fotográficas antigas

Você guarda em casa uma câmera antiga? Do tempo em que Tom Jobim compôs Desafinado e revelou a ingratidão da amada com sua Rolleiflex? Pois saiba que a relíquia pode ser recuperada.

Com a experiência de quem trabalhou na assistência técnica da Masson, quando a casa ainda ocupava a esquina da Rua da Praia com Dr. Flores, os três sócios da Objetiva conseguem consertar qualquer modelo de máquina fotográfica fabricada a partir dos anos 50. Algumas peças ainda estão disponíveis no mercado, outras precisam ser fabricadas, mas quase tudo tem jeito. "O que inviabiliza é o preço”, confessa um dos componentes do trio, João Sousa, sem levar em conta o valor sentimental que pode ter o objeto.

Trabalhando na maior parte do tempo com modelos digitais, a Objetiva informa o preço da recuperação na hora. Se o problema for interno, o orçamento demora um dia. E o que melhor: segundo o depoimento que achei na web, ninguém fica te enrolando.

OBJETIVA
(51) 3225.7788
R. Dr. Flores, 105, sala 408, Centro

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Restauração e venda de portas antigas

Durante as pesquisas para Os Endereços Curiosos de Porto Alegre, eu pedia um favor aos entrevistados: se você mudar, me informe o paradeiro. Mas ninguém, obviamente, tem obrigação de lembrar desta repórter. É por isso que preciso ficar sempre de butuca e, de vez em quando, localizar agulhas que trocaram de palheiro.

Foi o que fiz com a Naftalina, loja que funcionou durante 12 anos na Benjamin Constant, vendendo um sem-fim de objetos improváveis – o dono, Carlos Sautchuck, já vendeu até gaiola de grilos, usada para aplacar o silêncio no deserto.


Agora, além de estar em outro lugar, a Naftalina trabalha apenas com portas antigas. Perto das produzidas hoje em dia, elas são verdadeiras fortalezas. E como dá pra ver nas fotos, feitas de madeira maciça.





Dentro da marcenaria, é possível encontrar, por exemplo, portas nos estilos art déco, colonial e neoclássico. Algumas foram abertas pela primeira vez no século XIX. Dando muita sorte, o cliente arremata modelos de duas folhas e mais de três metros de vão, com a imponência típica das grandes fazendas.

Para encontrar tais relíquias, Carlos mantém olheiros espalhados pela América do Sul, buscando aberturas de valor histórico e estético: “ Por ser uma cidade portuária, Porto Alegre tem muita coisa, mas a maioria dos prédios está tombada”.

MARCENARIA NAFTALINA
R. Dona Margarida, 1120, Navegantes
(51) 3343.3409

sexta-feira, 20 de março de 2009

Onde restaurar e consertar geladeiras antigas

Levante as mãos para o céu se sua avó deixou uma geladeira antiga de herança. De uns tempos pra cá, o que era trambolho entrou na lista de desejos dos moderninhos, exibindo sua estética retrô na sala de estar, ao lado da churrasqueira e na decoração de lojas bacanas. Não é a toa que a Brastemp lançou, em 2007, um frigobar com tons e formas inspiradas nos anos 50.

Agora, a melhor notícia: Porto Alegre tem uma assistência técnica que deixa o seu refrigerador novinho, novinho. E funcionando. Seguindo a pista dada por Maria Aparecida Bittencourt, vencedora do concurso do Salada Pronta, fui conferir de perto o trabalho da Luzitana.

Ao entrar na oficina, dei de cara com o pessoal começando a desmanchar uma porta que pesa cerca de 40 quilos.


Algum tempo depois, outra jóia rara vinha da pintura. Vale salientar que o cliente elege sua cor preferida - de preferência, sólida.


Mas o melhor veio depois, quando eu, filha de 1968, vi modelos que nem conhecia. Olha só como chegou a Frigidaire dos anos 40, cujos donos já tinham dado uma demão de tinta.



Deve ficar tão bonita quanto esta, da mesma marca, fabricada nos anos 50.



E só não compete com a geladeira mais antiga que a equipe, formada por 12 técnicos, já recuperou. Imagino que, em 1938, para ter uma dessas, era preciso ser muito chic.



Um dos grandes segredos da casa é ter preservado, ao longo de meio século, muitas peças descartadas nos consertos. E se determinada traquitana não existir mais, eles fabricam. Segundo Sérgio Luiz Lemmertz, da família proprietária, às vezes é necessário fazer alguma adaptação, logicamente combinada com o cliente.

Sergio Lemertz com uma das geladeiras
recuperadas: comandando o trabalho
totalmente artesanal

Para quem sonha com um modelo vintage, mas não sabe encontrá-lo, a saída é passar de vez em quando na frente da loja, onde ficam expostos os refrigeradores que, eventualmente, a Luzitana recupera para vender. Ou ficar de olho nos briques da vida.

Eu, que ainda moro em São Paulo, fico só babando.

LUZITANA ASSISTÊNCIA TÉCNICA
Rua Luzitana, 22, Higienópolis
(51) 3343.1879
segunda a sexta, 8h/12h e 13h30/18h15; sábado 8h/12h
luzitec@terra.com.br
www.luzitana.com.br

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Onde consertar máquinas de escrever

Nunca fiz coleções, mas tenho duas. A primeira, herdei da minha avó, que juntou calendários de bolso até o dia de sua partida. A outra se formou involuntariamente. No depósito lá de casa, guardo três máquinas de escrever que representam a evolução do objeto no século passado. Tem a antigona de teclas redondas e bordas douradas, a portátil bege dos anos 70 e aquela que foi meu melhor presente de formatura – algum dia devo ter beijado minha Praxis 20.

Pelo carinho que o objeto me inspira, adorei seguir a dica do jornalista Célio Romais. Na última sexta-feira, conheci a oficina de Ebanêz Flores, um dos últimos (se não o último) consertadores de máquinas de escrever de Porto Alegre.

Antes que você pergunte, eu respondo: sim, Ebanêz continua tendo clientes. A cada mês, busca e entrega cerca de 12 máquinas mecânicas, elétricas ou eletrônicas, em residências, órgãos públicos e escritórios de advocacia – já pensou o que é ter duas horas para encaminhar um documento ao juiz, faltar luz e ver, desesperado, que a tela do computador apagou? Quase todas seguem na labuta. Apenas 10%, apesar de ficarem nos trinques, servem apenas para decorar.

Plena função: Cipriano Neto Vargas,
mais conhecido como Jorge, é o único
técnico da casa atualmente

Nada, lógico, se compara ao tempo em que a casa mantinha 17 funcionários e contratos com a Assembléia Legislativa, o Correio do Povo e a Zero Hora. Nos porões do principal jornal gaúcho, por 26 anos, funcionou sua segunda oficina, pronta para resolver perrengues datilográficos urgentes.

Ebanêz e as máquinas mecânicas

“Já que todo mundo está fechando, eu fico”, disse o filho de São Pedro do Sul, quando a concorrência começou a jogar a toalha. Na pequena loja da rua Espírito Santo, ele também comercializa fitas e margaridas, compra e vende máquinas usadas.

E pra quem tem uma calculadora de rolo, a dica de conserto e comércio continua valendo. No rol de clientes de Ebanêz, há um homem que guarda oito exemplares do objeto quase obsoleto, só porque acha bonito.

EBANÊZ FLORES TÉCNICA SULINA
Rua Espírito Santo, 394, Centro
(51) 3221.5378
seg. a sex. 8h30 às 11h30 e 13h30 às 18h

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O afinador de pianos

Jamais desconfiei que o interior de um piano dava pistas da sua história. Pura ignorância minha, remediada quando visitei a casa-oficina de Pedro Bichels. Abrindo a tampa do instrumento, a gente encontra assinaturas dos afinadores que passaram por aquelas teclas. Ao lado de cada nome, consta a data da regulagem.



“Pego pianos que meu avô afinou, às vezes no mesmo dia, cinqüenta anos atrás”, me disse Adriano Bichels, herdeiro do ofício que está na família desde o início do século passado. Assim como o pai, ele atravessa o Rio Grande do Sul com seu arsenal discreto. Munido de diapasão, chaves de pressão e varetas para isolar as cordas, aproxima o ouvido do som. Ouve apenas o que quer. E coloca todas as notas no lugar.

Enquanto morava em Porto Alegre, passei pelo local muitas vezes. Nada diz que ali, numa residência, há mais pianos do que móveis. Boa parte das peças chega para restauração. Outro tanto integra o acervo alugado por shopping centers, hospitais, escolas e aprendizes. Zelosos que são, os Bichels não fazem locação para bares: “as pessoas bebem, fumam, deixam [o piano] aberto e cai cinza, copo, tudo”.

Mesmo que você só saiba dedilhar o dó-ré-mi, visite o site da empresa e leia, ouvindo música clássica, a história do dia em que Pedro foi chamado para resolver o mistério do piano fantasma – por que, ó céus, as teclas tocavam sozinhas, ao redor da meia-noite? Sem esperar pelas doze badaladas, o afinador deu a receita certeira: coloque ratoeiras ao lado.

PEDRO BICHELS PIANOS
Rua Passo da Pátria, 342, Bela Vista
(51) 3332.3240 e 9122.7957
com hora marcada

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Recuperação de cristais lascados

Tenho dificuldade de jogar coisas fora. Não chega a ser patológico, mas sempre acho que posso reutilizar aquela caixa bacana, o saco de tecido que veio junto com os sapatos ou matérias de jornal sobre lugares desconhecidos. De cristais avariados, lógico, me desvencilho facilmente. Mas até isso, vejam só, periga manter a serventia.

Quem me contou foi a Alice Zanini, dona do Espaço Bazar: “aqui ao lado tem um homem que recupera cristais lascados”. Apesar de ter feito seis entrevistas naquele dia e de chover cântaros na Cidade Baixa, lá fui eu, encharcada, procurar Paulo Marques.










Cartão de visitas: e melhor forma de
entender o trabalho de Paulo Marques


Ninguém diz que vai encontrar tal serviço numa singela locadora de filmes _ eu mesma, enquanto esperava pela entrevista, achei que estava no endereço errado. No fundo de sua loja, Paulo tem máquinas e tanques que aprendeu a usar quando trabalhou numa lapidadora de lustres e “nem sabia o que era Baccarat”. Hoje, além de atender clientes diretos, ele presta serviços para vários antiquários de Porto Alegre.

Sabe aquela garrafa de cristal que está com o bico quebrado? A taça que pertenceu a sua avó e trincou na borda? Leve até lá e veja se tem jeito. Dependendo do tamanho do estrago, pode ser necessário arrematar a peça com um filete de prata, mas é certo que Paulo estudará o caso.

PAULO MARQUES
Rua José do Patrocínio, 285, Cidade Baixa
(51) 3221.2197
segunda a sexta, 8h às 18h; sábado, 8h às 12h

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Lustres sob medida

Sabe o que brinquedos, guarda-chuvas e lustres brasileiros têm em comum? Todos sucumbiram à invasão da indústria chinesa. Sem chance de concorrer com os preços orientais, nossas fábricas precisaram se reinventar para, quem sabe, manter-se no mesmo ramo. Foi o que aconteceu com a pequena Ras Bora, que chegou a produzir 40 luminárias por dia na zona norte de Porto Alegre. Hoje, a casa só executa peças sob encomenda e restaura exemplares desgastados.

Se você adora aquele modelo de alumínio vintage, colorido e cheio de furinhos, é só levar uma foto até lá para ter um igualzinho. Caso não encontre o plafond que se encaixa perfeitamente na sacada, a saída é a mesma. Com muitos clientes arquitetos, a Ras Bora assina, por exemplo, a execução das imensas luminárias que deixam as frutas do Zaffari mais vistosas e várias arandelas da Catedral Metropolitana de Porto Alegre.

“No Brasil, nada se cria, tudo se copia. Os argentinos copiam dos italianos e nós copiamos dos argentinos”, sentencia Salomão Passaroff, dono do negócio aberto em 1972. Circulando pelo terreno de 600 metros quadrados que reúne uma loja quase vazia e a fábrica praticamente ociosa, ele garante que a Ras Bora está com os dias contados. Pode até ser estratégia de marketing, mas se eu fosse você, encomendava o lustre dos seus sonhos sem demora.

ILUMINAÇÃO RAS BORA
Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 450, Passo da Mangueira
(51) 3028.6413
segunda a sexta, 07h30 às 12h; 13h às 17h30

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Emilio Saucedo: conserte sua gaita de boca com um artista da Rádio Nacional

Emilio Damasceno Saucedo merece uma página inteira de jornal. É o tipo de gente que, nos meus tempos de revista, renderia perfil e portrait – coisa inúmeras vezes melhor do que a foto aí embaixo, tirada com minha máquina capenga. Desculpem, portanto, o post deveras grande.


Emilio com a gaita que pertencia ao irmão

Cheguei na casa do homem por causa da Lia Amaral, que me ouviu no Gaúcha Entrevista e resolveu indicar o serviço. Era para conversarmos sobre conserto de gaitas de boca, ofício que, segundo o próprio Emilio, é uma raridade: “Se tiver três ou quatro no Brasil, é muito”.

Se o seu instrumento estiver desafinado, com a palheta rachada, trancando as notas ou oxidado, vá lá. E se gostar de ouvir histórias, sente-se nas cadeiras de plástico que ele mesmo, gentil e bem-humorado, forra com espuma - “aqui em casa, bunda de amigo é tratada com todo carinho”.

No final de década de 40, em plena Era do Rádio, Emílio, o irmão Ênio e Mario Souza formaram o Trio Harmônico, só com gaitas de boca. Depois de um ano tocando na Rádio Farroupilha, eles foram descobertos por ninguém mais, ninguém menos do que Benedito Lacerda, o flautista que formou, junto com Pixinguinha, a dupla mais importante da história do choro. Foi Benê quem disse: “vocês vão gravar um disco”.



Cha, Cha, Cha, de 1961: ouça aqui uma faixa
do disco gravado com Jehovah da Gaita, que
substituiu Mario Souza no Trio Harmônico


E lá se foram eles para a Rádio Nacional, ícone do dial brasileiro. Foi quando conheceram Cauê Filho, conhecidíssimo por interpretar o Moleque Saci, da rádio-novela Jerônimo, o Herói do Sertão. Não havia melhor credencial para chegar ao Teatro Recreio e embalar os passos de uma das vedetes mais famosas do país: Virginia Lane. Eles só não fizeram mais sucesso porque Ênio sumiu do mapa de repente. Em Porto Alegre, nem a família, nem dona Ely (mulher que o acompanha até hoje e que continua sendo chamada de namorada) sabiam que ele estava internado num hospital, tuberculoso, onde ficaria incógnito por três anos.

Quer mais? Para ganhar a vida longe dos palcos, Emílio trabalhou em grandes agências de propaganda e recebeu a incumbência de criar um personagem para a marca Liquigás. Tanto o nome quanto o traço do velho Liquinho (leia-se mini-botijão de gás, já que o Google não achou nenhuma imagem do próprio) são obra do artista.

E eu pensando que ele só (?) consertava gaitas.

EMILIO DAMASCENO SAUCEDO
Rua André Arjonas Guillen, 16, Passo D´Areia
(51) 3737.1524 e 8133.5388
com hora marcada

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Comum hoje, curioso na década que vem

Já tenho idade suficiente para conhecer coisas das quais os pós-adolescentes nunca ouviram falar. A prova está nas respostas que recebi do meu enteado, da minha sobrinha e do motorista de táxi de 20 anos que me conduziu em Porto Alegre. Quando perguntei se sabiam o que era um cerzido, nenhum deles sabia dizer.

Dedico aos meus jovens leitores, como a Fabiana Ferreira, a reprodução do texto onde falo sobre Neusa e Marco Januário, o casal que refaz qualquer tecido à mão. Se você ainda não conhece a centenária Casa Edith, compare as fotos do direito e do avesso da minha bermuda e me diga: alguma tecnologia têxtil conseguiria resultado tão perfeito?




Cerzidos

É bem provável que sua avó tenha sido cliente da Casa Edith. E dependendo da época em que nasceu, pode ter conhecido sua fundadora, alemã que chegou a Porto Alegre no início do século passado e ganhou fama com seus cerzidos precisos. Dona Edith vendeu o negócio, voltou para sua terra e os segundos donos tornaram a vendê-lo para Leda Therezinha Wenzel, ex-balconista da loja que continua oferecendo o mesmo serviço em outro ponto da cidade. Com dois funcionários pra lá de experientes (Neuza Januário foi criada dentro do atelier e ensinou o ofício para Marco, depois que eles se casaram), o local é um verdadeiro pronto-socorro para roupas furadas, poídas, queimadas ou que passaram pela ação silenciosa das traças. “Tudo dá para consertar”, garante Neusa, que refaz pedaços inteiros de algodão, malha, veludo, tactel ou qualquer outro tecido. Basta ter agulha e fios retirados de alguma sobra do pano, geralmente encontrada no avesso. “A padronagem mais complicada é a ´Sal&Pimenta´, porque a trama não é no mesmo sentido do desenho”, mas de qualquer maneira, o trabalho fica praticamente imperceptível. Experiência própria: para consertar uma bermuda de risca de giz condenada, a repórter que vos fala contratou a Casa Edith. E sempre demora alguns minutos para encontrar o lugar do defeito.

CASA EDITH
Rua General Neto, 73, Floresta
(51) 3311.7343
seg. a sex. 09h/18h30; sáb. 09h/12h.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Ajustadores de jeans

Levante a mão quem nunca se desfez de um certo jeans com tristeza. Só ele sabe o que vocês dois fizeram juntos. E agora não serve mais. Pois se a razão do descarte for tecido leceado ou alguns quilos a menos (ôba!), a coisa tem jeito, sim. Você diminui a calça e ela fica igualzinha. Em São Paulo, meu editor Marcelo Duarte encontrou a Dorival Jeans, que faz as tais reformas desde 1976. Já em Porto Alegre, a mágica é feita em domicílio por Osvaldo Lopes, que trabalhou anos e anos como vendedor de lojas bacanas. Como conhecem o corte da maioria das marcas, eles sabem ajustar o tecido no lugar certo e não, não fazem pences de jeito nenhum. Cor da linha, tipo de barra, fica tudo como era. Só os rebites não sobrevivem à modificação. No primeiro pedido para Osvaldo, é preciso ter três peças para arrumar. Convoque seus amigos neo-magrelos, ligue para ele e pronto: o homem vai onde você estiver.

DORIVAL JEANS: Av. Imperatriz Leopoldina, 1271, Vila Leopoldina, fone (11) 3641.5892

OSVALDO LOPES: atende em domicílio, fones (51)3386.7711 e 9757.5147