sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Dia de ser criança: onde comprar e consertar brinquedos antigos

No comentário que fez hoje na rádio BandNews, Rosely Sayão falou sobre a importância dos pais contarem da própria infância para os filhos. Quando digo para o Pedro que ganhei minha primeira bicicleta de um namorado jamais beijado, ele ri da minha cara. A pequena adora pensar na mãe tentando dançar ballet. Lembrando da criança que fui, fica mais divertido entrar na brincadeira. Percebendo que também tive medo, eles se perdoam com facilidade e me enxergam com lente de aumento.

Voltar a ser criança é o melhor presente que podemos dar no dia 12 de outubro. Pensando nisso, vale dar uma passada na Centrotécnica de Brinquedos, onde você encontra jogos da Estrela, da Grow, da Glaslite e de outras marcas que faziam sucesso entre os anos 70 e 80. Não acredito que os infantes larguem o vídeo-game, mas depois de terminada a batalha digital, toda a família pode se reunir na sala para disputar partidas de Combate, Morcegos Equilibristas ou Caça Monstro.

Para o ano que vem, seja precavido, visite a loja antes do Dia das Crianças e peça para Luiz Oscar Berthold ressuscitar seu passatempo preferido. Em prateleiras de quase quatro metros de altura, o engenheiro que projetou o primeiro tiro ao alvo nacional de tevê guarda um dos maiores estoques brasileiros de peças para brinquedos antigos. No depósito da casa, há componentes originais dos primeiros autoramas. Separados em caixas imensas, também sobrevivem braços, pernas, mãos, cabeças e troncos da Suzi e da Mãezinha. Pena que a minha Guigui (igualzinha a esta da foto) não existe mais.

CENTROTÉCNICA DE BRINQUEDOS
Av. Plínio Brasil Milano, 2224, loja 2, Passo D´Areia
(51) 3361.4655
casiocenter@cpovo.net

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Personal doméstica

Logo que o Orkut surgiu, entrei na rede. E só não saio porque ainda recebo mensagens do além – vira e mexe, aparece uma pessoa que nunca imaginei ver de novo. Tanto que abandonei a primeira, última e aflita comunidade de minha autoria: "eu chutei a santa padroeira das empregadas domésticas”.

Se você também já penou com o turn over de secretárias do lar (ninguém aqui disse que a culpa é delas), vai gostar de conhecer Júlia Macedo. Funcionária da Prisma Gestão de Pessoas, ela executa a função de Personal Doméstica.

Como os professores de ginástica que ensinam exercícios sob medida, onde o cliente quiser, dona Julia vai a sua casa e mostra à empregada como deixar a residência nos trinques. Durante dois dias, mais ou menos, dá dicas práticas de organização, limpeza, higiene, economia, cardápio, apresentação, postura e outros macetes que aprendeu no dia-a-dia, quando ainda morava em Caçapava e fazia parte da alta sociedade local. Na hora de arrumar os armários, a superdona de casa separa as peças por cores. Se o cliente costuma receber amigos, ensina a montar a mesa. E ainda mostra como ser eficaz ao telefone.

“Não existem administradores de empresas? Dona Júlia é uma administradora de casas”, resume Adriana Cardoso. Segundo a proprietária da Prisma, o serviço faz sucesso entre homem recém-separados e é possível contratar lições específicas – a falha pode estar apenas na arrumação do closet ou da cozinha.

O preço é calculado por dia e as aprendizes só precisam saber ler e escrever. Nem que seja pra anotar na geladeira: “Dona Fulana, fiz todas as compras. Na próxima vez, também faço a lista pra não sobrar muita coisa”.

PRISMA GESTÃO DE PESSOAS
Rua Vigário José Inácio, 399, sala 707, Centro
(51) 3212.5978
poa@prismarh.com.br
www.agenciaprisma.com.br

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Jardim no telhado

Bem que eu gostaria de morar numa casa. Pé no chão, café da manhã no pátio, crianças brincando na grama, tudo isso me atrai. Melhor seria ter paredes cobertas por trepadeiras, mas já cansei de ouvir que dá um trabalho danado. Para quem também sente falta do verde quando acorda, a alternativa made in Porto Alegre pode ser o Ecotelhado.

Criado pelo engenheiro agrônomo João Manuel Feijó, o sistema une caixas de 35x68 centímetros que já vêm com plantas enraizadas, cobrem qualquer revestimento e são instaladas rapidinho. Se não chover por muito tempo, a vegetação resiste. E o que é melhor: não precisa de rega, nem poda.





Ao que tudo indica, a única desvantagem da invenção é acabar com o barulho da chuva batendo no telhado. Em compensação, você tem chance de plantar orquídeas no próprio jardim suspenso e mostrar que é ecologicamente correto. Em 2007, o produto foi um dos ganhadores do prêmio Planeta Casa, promovido pela revista Casa Claudia.

ECOTELHADO

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Technorati comprova: Salada Pronta é raridade na blogosfera

Não é mole postar todo dia. A não ser que você seja um Ricardo Freire da vida e consiga pagar suas contas com isso. De acordo com o último relatório da Technorati, existem 133 milhões de blogs no mundo. Apenas 1,1% foi atualizado na última semana da pesquisa.

Fico cheia de dedos pra dizer que hoje, infelizmente, não vai dar tempo de publicar curiosidades. Mas se eu olhar os números do gráfico acima, até que estamos no lucro.

Amanhã nos vemos. Sem falta.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Restaurante? Residência? É os dois

Dez vez em quando eu lembro que milhares de gaúchos desembarcam em São Paulo toda semana e não vejo mal em falar de curiosidades daqui. No último sábado, fomos almoçar no Pilico e Bia. Como o restaurante funciona na residência do casal e não tem qualquer indicação na fachada, cheguei a (nada brilhante) conclusão de que este deveria ser o post de segunda-feira. E lá fui eu, entre filhos com fome e a bagunça organizada do local, tirar umas fotos para o blog.


No começo, era um aperto. Só cabiam quatro mesas de plástico na primeira casa de Pilico, o cozinheiro, e Bia, a multi-tarefa. Depois, eles se mudaram para a Cunha Gago, quase ao lado do Instituto Tomie Othake, onde tive o prazer de comer, pela primeira vez, a especialidade da dupla: frutos do mar. Quem também estava por lá e abriu a porta pra nós foi o Edgard Scandurra.

Agora, a comilança tem mais espaço: cabem 60 pessoas no lugar onde deveria ser a sala da família. Ao contrário do extenso cardápio, que oferece até centolla, o ambiente continua sendo muito simples.


Antes que o pedido chegasse, fui até a cozinha. Disse pra minha filha que o boneco desenhado no guardanapo existia. Lógico que a pequena quis ver o Pilico de perto.

Ele, a Bia e a ajudante estavam atarefadíssimos.

Demorei para voltar à mesa e a primeira entrada, bolinho de camarão cremoso, já tinha terminado. Me contentei com o de bacalhau.

Depois chegou o prato principal, suficiente para dois adultos e duas crianças: moqueca mista de lula, peixe e camarão. Farofa e arroz branco de acompanhamento.


No final, goiabada cascão, bananada e doce de leite pra comer de colher. Fica ótimo com queijo branco, mas as crianças devoraram antes que eu pudesse fotografar. Com duas cervejas, três refrigerantes e dois cafés, a brincadeira saiu por 140,00 reais - um preço bem paulistano. Ao invés de baratear a conta, o fato de você mesmo pegar as bebidas no freezer quando a casa está cheia virou mais um atrativo local.

PILICO E BIA
Rua Diogo Moreira, 296, Pinheiros
(11) 3814-2283 e 3814-2967
terça a sexta, 12h às 15h ; sábado e domingo, 12h às 17h
www.pilicobia.com.br

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Consultório poético: você desabafa, Fabrício Carpinejar responde

Quando penso que hoje é sexta-feira, Leandro e Leonardo entram nos meus ouvidos. Faz 10 anos que eles receberam uma bolada da Bavária pra cantar traga mais cerveja, tô de saco cheio, tô pra lá do meio da minha cabeça. E a tal musiquinha sobrevive. O detalhe é que não gosto de sertanejas e não sou cervejeira. Pra começar um final de semana com miolos refrescados, prefiro outros hábitos mundanos e, se possível, uma dose de poesia sem gelo.




Não faz tanto tempo que conheci o Consultório Poético, do Fabrício Carpinejar. Entre as inúmeras incumbências do premiado escritor-pai-jornalista-poeta-professor-colaborador-de-vários-veículos-da-imprensa, está a de aconselhar pessoas com dúvidas sobre relacionamentos. Mulheres, por questões sentimentalmente óbvias, são clientes fiéis das palavras que, ele avisa, “não pretendem cumprir papel de terapia”. O barato é “estabelecer uma conversa entre amigos e propor pontos de vista inesperados”.



Na véspera do nada pra fazer, minha sugestão de serviço útil, porto-alegrense, encantador e gratuito é escrever uma carta pro homem e aguardar o retorno no blog. A identidade do remetente pode ser preservada e a resposta toma ares de poema. Para Loiva, que tem um marido perfeito, se envolveu com um colega de trabalho e pede um mapa pra sair da enrascada, Fabro começa dizendo: “Não tenho uma mapa, mas entendo onde está indo”.

Qualquer dia volto ao tema – Fabrício passa maravilhosamente dos limites, suas idéias não cabem neste post. Fica no suspense a razão pra ele fazer as unhas toda semana e ter roubado a manicure da própria mulher.

CONSULTÓRIO POÉTICO
www.bloglog.globo.com/fabriciocarpinejar
cartas para: carpinejar@terra.com.br

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Serviço anti-mico: curso de dança para noivos

Não interessa se a valsa do casamento foi trocada por um hit internacional. Na hora de enfrentar a pista, a maioria dos noivos paga mico e fica no dois pra lá, não sei quantos pra cá. Definitivamente, estamos a léguas da geração que cruzava os salões com passos-pluma, sonhando em ser um centésimo do que era Fred Astaire.


Para quem pretende festejar a união das escovas de dentes, com direito a cheek to cheek, a dica é procurar por Ana Paula Guahnón. Num anexo da própria casa, a bailarina montou o Atelier da Dança, onde cria e ensina coreografias exclusivas para os futuros marido e mulher.

Escolhida pelo casal, a música pode ser samba, bolero, salsa, tango ou forró, mas deve levar em conta o tempo disponível para ensaiar. “Em uma semana, já consigo fazer alguma coisa”, me disse Ana. Com mais tempo, dá pra montar apresentações quase teatrais.

Na sua lista de clientes, consta um par que adentrou o salão com a versão falada de La Vie en Rose, deu voltas, fez o brinde, dançou e encenou o grand finale. A professora, logicamente, viu tudo de perto. Além de comemorar a vitória dos pombinhos, ela faz questão de coordenar o show, orientando o DJ na hora agá e verificando se a costureira colocou um ganchinho no vestido pra noiva não tropeçar.

ATELIER DA DANÇA
Av. João Wallig, 2186, Chácara das Pedras
(51) 3328.2091 e 9262.8330
anaguahnon@hotmail.com
atendimento com hora marcada

(fotos: divulgação)