terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Aquecimento global

Quando eu digo que o calor de Porto Alegre vem de baixo, o paulistano duvida. Nunca viu a umidade criando ondas turvas sobre o asfalto.

Cheguei domingo à terrinha. Na divisa com Santa Catarina, tive a sensação de que ligaram o forno comigo dentro. Trinta e seis graus na be-érre. Outros tantos no encontro com a família e os amigos. É gente que colabora para o meu aquecimento global.

Me despedirei de 2008 na praia e já sinto saudades. Sabe-se lá se outro ano me trará a felicidade de publicar um livro, inventar um blog e conhecer gente tão bacana. No dia cinco eu volto, com caneta, papel e mouse na mão. Essa mania de procurar o que desconheço não me abandona.

Dingobel a todos vocês. E que o ano novo, para todos nós, seja novo de verdade. Avida passa mais devagar quando a gente exercita o diferente.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A fantástica fábrica da Escribà

Quarta-feira está aí. Tenho poucos dias para mostrar um presente de Natal que trouxe de Barcelona. Depois da terceira visita à Escribà, parei de namorar o anel aí de baixo e decidi: ele vai para a mão da minha prima, Naninha. Ninguém vibra tanto com a criatividade alheia.


Como foram tiradas por mim, as fotos acima não são grande coisa. Dentro da embalagem de joalheria, o que parece pedra é caramelo. Pena que os modelos a seguir (um deles acende!) não estavam na vitrine.


Eu ficaria por aqui se não tivesse, ontem à noite, me embrenhado pelo site da confeitaria centenária. Apesar de algumas imagens demorarem a carregar, as páginas te levam para um mundo de fantasia.


Além dos Candy Glam Rings, a família Escribá cria esculturas inacreditáveis de chocolate. O urso Pooh, por exemplo, tem 1,5 metro de altura. A saia da manequim foi feita com pirulitos de merengue, marzipan e caramelo. Tudo que você vê é comestível.


Quando tiver um tempinho, navegue por lá para conhecer os chocolates personalizados. Dá para encomendar o CD do seu ídolo, postais que podem ser despachados pelo correio e uma maleta cheia de dólares. No lugar da imagem de George Washington, aparecerá a foto que o cliente escolher – Michael Jackson, Bruce Springsteen, Frank Sinatra e os Rolling Stones, por sinal, comeram as próprias notas.

E os doces servem, ainda, para cobrir paredes inteiras.


Se você viu a primeira versão do filme, me diga: lembra ou não lembra aquela cena da Fantástica Fábrica de Chocolates?

ESCRIBÀ
Rambla de les Flors, 83 (La Rambla), Barcelona
(00xx34) 93.3016027
rambla@escriba.es
http://www.escriba.es/

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O afinador de pianos

Jamais desconfiei que o interior de um piano dava pistas da sua história. Pura ignorância minha, remediada quando visitei a casa-oficina de Pedro Bichels. Abrindo a tampa do instrumento, a gente encontra assinaturas dos afinadores que passaram por aquelas teclas. Ao lado de cada nome, consta a data da regulagem.



“Pego pianos que meu avô afinou, às vezes no mesmo dia, cinqüenta anos atrás”, me disse Adriano Bichels, herdeiro do ofício que está na família desde o início do século passado. Assim como o pai, ele atravessa o Rio Grande do Sul com seu arsenal discreto. Munido de diapasão, chaves de pressão e varetas para isolar as cordas, aproxima o ouvido do som. Ouve apenas o que quer. E coloca todas as notas no lugar.

Enquanto morava em Porto Alegre, passei pelo local muitas vezes. Nada diz que ali, numa residência, há mais pianos do que móveis. Boa parte das peças chega para restauração. Outro tanto integra o acervo alugado por shopping centers, hospitais, escolas e aprendizes. Zelosos que são, os Bichels não fazem locação para bares: “as pessoas bebem, fumam, deixam [o piano] aberto e cai cinza, copo, tudo”.

Mesmo que você só saiba dedilhar o dó-ré-mi, visite o site da empresa e leia, ouvindo música clássica, a história do dia em que Pedro foi chamado para resolver o mistério do piano fantasma – por que, ó céus, as teclas tocavam sozinhas, ao redor da meia-noite? Sem esperar pelas doze badaladas, o afinador deu a receita certeira: coloque ratoeiras ao lado.

PEDRO BICHELS PIANOS
Rua Passo da Pátria, 342, Bela Vista
(51) 3332.3240 e 9122.7957
com hora marcada

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Post sem vergonha

O ofício que escolhi parece coerente. Sempre senti prazer em divulgar o que merece. Na família ou entre amigos, desato a contar do livro que me encantou, de lugares bacanas que descobri e do valor de alguém que se sustenta, por exemplo, fazendo sapatos para a Barbie.

Falar de mim são outros quinhentos. Algumas vezes, larguei no blog matérias que saíram sobre o livro. Invariavelmente, uma pulga se instalava na minha orelha, cochichando: será que não fica chato?

De novo, esmaguei a pulga na unha e fiquei sem vergonha.

Para ouvir o que a Inês de Castro falou sobre o Salada Pronta e o Dois Palitos na Bandnews FM, clique aqui.


foto:divulgação Panda Books

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Não, os cones paulistanos não têm data pra chegar



Recebi hoje à tarde a ligação do Davi Moreno, diretor comercial da Cônicos, única franquia de pizzas em cone no Brasil. Não há nada certo sobre a abertura da primeira loja da marca em Porto Alegre.

“A grande dificuldade é achar o ponto”, me disse ele. A Cônicos opera apenas em shopping centers e, no Rio Grande do Sul, “é difícil haver troca de loja nas praças de alimentação”.


Então, é isso. Se e quando as delícias aí do lado aportarem na capital dos pampas, eu saberei. Tomara que se repita o serviço paulistano, incluindo tele-entrega e montagem dos pseudo-cornettos em festas. Viva a concorrência entre produtos curiosos.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Yes, nós temos pizza em cone

A primeira e única vez que comi pizza-cone foi em Xangri-lá. No meu habitual papo com proprietários, ouvi que não havia nada parecido no Estado. Só não incluí no livro porque ficava fora da Grande Porto Alegre.

Comprovando o que eu disse em algumas entrevistas, há muito mais para descobrir na cidade. Hoje, por exemplo, conversei com José Dioni Bado, dono da Don Bado, que faz as tais pizzas com jeitão de cornetto no Strip Center Zona Sul.



São 18 sabores diferentes para você almoçar ou jantar – como cada cone equivale quase a uma pizza média, só os adolescentes podem encará-lo como lanchinho. Os mais vendidos não fogem à regra das pizzarias tradicionais: quatro queijos e calabresa. Entre os doces, reina absoluto o Morango com Chocolate. Se você preferir, dá pra levar pra casa.

Segundo notas publicadas pela Bete Duarte e pelo Affonso Ritter no meio de 2008, a Cônicos, franquia paulista do mesmo produto, abriria uma loja em Porto Alegre. Assim que o departamento comercial da empresa me responder (adivinhe a razão deste post tão noturno), eu conto se teremos, ou não, as redondas enroladas com outro sotaque.

DON BADO PIZZAS & PASTÉIS
Av. Wenceslau Escobar, 2770, loja 5 (Zona Sul Strip Center), Tristeza
(51) 3062.2221
segunda a sábado, 9h às 21h
www.bemservido.com.br/donbado

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Chocolator Tabajara

Vejam só o que é a indústria chinesa – ou seria Tabajara? Na Holanda, fotografei a Chocolator, calculadora com forma, embalagem e cheiro de chocolate. Feita de silicone, funciona à bateria solar.



Hoje, surpresa: investigando a Imaginarium, descobri que o mesmo produto pode ser comprado no Brasil. As únicas diferenças estão na grafia do nome (trocamos “o” por “u”), no design gráfico do invólucro, na marca e no preço. Se não me falha a memória, em terra Européias, a pseudo-delícia custa 19 euros – cerca de 60 reais. Aqui, sai por R$ 89.



IMAGINARIUM
Rua João Wallig, 1800, loja 279, térreo, Shopping Iguatemi (também no Shopping Praia de Belas) (51) 3334.1800
www.imaginarium.com.br